sábado, 21 de janeiro de 2017

Mais tarde tem...


Psiu! Ei gatinho..., sussurou Carolina. Estava sentada na calçada de sua casa. Teclando o celular, a garota estava entretida, lendo as mensagens recebidas online. Quase não visualizou Gabriel, que fazia sua caminhada rotineira pelo quarteirão. Eram pouco mais de cinco e meia da tarde. O céu escurecia. Os moradores permaneciam em casa. Alguns voltavam do trabalho e, sem mais nem menos, entravam em suas casas e se isolavam. Queriam ficar com suas famílias. A luzes eram acesas. Os postes começavam a iluminar as ruas.

Eis quando surge Gabriel. Rapaz alto, forte e atraente. Do jeito que eu gosto..., como pensava Carolina. Já estava acostumada com a presença do jovem no quarteirão. Diariamente passeava por ali. Num sei por que... Num tem nada de interessante por aqui, além de mim, é claro. Era exibida e interesseira. Exigia moços bonitos e com estilo, não esse tipozinho tão ridículo que tem por aí a fora. Desejava um namorado sedutor, atraente e gostoso. Desejava sexo. Desejava ter um companheiro para exibir para suas amigas. Mas um que fosse bonito e gostoso... Essas praga que me chamam de amiga só sabem namorar com diabo feio. Deus que me livre!. Desejava Gabriel. Aquele rapaz que diariamente passava ali, na frente de sua casa. Será que eu tenho chance com esse gato?, pensou. Com certeza! Carolina era uma moça sensual, que arrasava corações no bairro. Quem não sonhava em namorar com Carolina ou Carolzinha, como os interessados em leva-la para a cama a costumavam chamar? Ora, quem gostava de mulher gostava de Carolina! Mas as praga que tem por aqui é mais feio que um bando de sapo! Pedia o Gabriel. O jovem que, para ser sincera, mal conhecia. Só o via de vista. Saía de casa para tomar um ar fresco. Posicionava a cadeira na calçada e sentava. Ligava o celular e o futricava. Minutos depois, lá estava o Gabriel entrando na rua. Até parece que faz de propósito... Deve está doido por mim... Doido pra me comer... Ora se não... Delícia...
Mas eis que nesse dia ela toma coragem. Ao ver o rapaz passar na sua frente, Carolina diz o Psiu! Ei gatinho... para seu objeto de desejo. Ao escutar o chamado, Gabriel sorriu. A Carolzinha se sentiu mais animada e ousada. Visto que achava que levaria um não! como resposta. Haja vista que ele podia ter uma namorada, que devia ser bem mais gostosa do que eu... Apesar do pessimismo, ele parou. Caminhou até onde ela estava e ficou ali, com um sorriso nos lábios que tanto atraía Carolina. Se eu tivesse a oportunidade de dar uma chupada nessa boca gostosa... Parecia estar com grande sorte. O jovem, que atendeu a seu pedido, olhava-a com bastante interesse. Acho que hoje tem..., pensou a garota. Gabriel, após segundos observando a atraente moça que o chamara, indagou:
- O que você deseja?
- Eu...
- Sim...
- Eu... - Carolina fazia um ar de brincadeira, expressando um ar de ousadia e atrevimento.
- Sim...- começaram a rir um do outro.
- Queria te conhecer, gatinho. Sempre te vejo passando aqui... Como é seu nome?
- Gabriel... Eu moro naquele condomínio do quarteirão aqui de trás.
- Ah, sei... Ouvi falar que ele é bem pequeno... É muita gente morando na sua casa?
- Não, moro sozinho. Estou aqui somente pra fazer a faculdade. Sou de fora...
- Tu estuda o quê?
- Faço Engenharia Civil.
- Curso bom.
- É... Muito bom... Como é seu nome?
- Carolina, mas se quiser me chamar de Carol...
- Conheço um cara que me falou sobre você... Ele te chama de Carolzinha.... Disse que você também faz faculdade... Fisioterapia...
- Exatamente... Na mesma faculdade que a sua...
- Como é que você sabe?
- Por conta da sua camisa! Está escrito aí o nome da faculdade onde eu estudo... Dã!
- Ah, sim... É verdade... Bem, você me chamou para quê mesmo?
- Pra te conhecer...
- Que tal a gente sair mais tarde? A gente pode se conhecer melhor... Que tal? É porque agora estou um pouco atrasado pra um compromisso que não posso deixar de participar.
- Pode ser.
- Às nove horas?
- Claro!
- Então passo aqui às nove... Mas antes posso tirar uma casquinha?
- Claro!

Era a Carolina atrevida. Feliz por ter conquistado o rapaz objeto de seu desejo. Mais tarde tem...

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