segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Coisas inesperadas


É algo bastante simples. Vou faze-lo porque coisa interessante a se fazer além disso é praticamente impossível. Vou escrever.

Estou aqui, sentada em uma cadeira, de frente para uma mesa. É um ambiente chato e entediante. Lugar escuro e desanimado. Faltam pessoas, faltam sons de pessoas, faltam movimentos de pessoas. Sou a única pessoa daqui. Que lugar é esse? Em casa, mesmo. Mamãe saiu e papai não volta mais hoje. Viajou para outra cidade, para cumprir as normas de seu patrão. De vez em quando meu pai faz estas coisas. Sai de casa de manhã e só volta no dia seguinte. Ele é tipo um entregador de mercadoria encomendada. Escutei um barulho vindo do terraço de casa. Provavelmente é a mamãe. Já são mais de 18 horas e o sol já está no Japão. Os orientais estão acordando. Era para eu começar a dormir, mas só o pretendo mais tarde, provavelmente de madrugada. O portão se abriu. Não que eu tenha visto. O barulho é que me deu uma dica. É um portão enferrujado. Na semana passada escutei papai dizendo que no próximo mês ele compraria um mais moderno e silencioso, do tipo automático. Som de porta batendo... Ué? Por que mamãe está batendo na porta? Coisa estranha... É melhor eu ir lá, não acha, querido diário? Isso mesmo, vou até lá... Até mais...

Kelly largou a caneta sobre o diário e saiu do quarto. Caminhou à sala e abriu a porta. Era Lucas, seu namorado, tinha vindo ali fazer um visitinha surpresa para namorada. Se abraçaram, se beijaram e... bem, não preciso continuar. Ficaram os dois ali, sozinhos naquela casa com ambiente escuro que não era mais entediante, chato e outras coisas relacionadas.

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