sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Um presente de pelúcia


Ontem foi meu aniversário. Recebi muitos presentes, é obvio, pois sou uma garota muito querida. Quantos anos completei? Nadinha! Só 18 mesmo. Ainda me considero uma menina, uma menininha em fase de autodescoberta. Pelo menos em relação ao sexo. Bem, mas não vou gastar meu precioso tempo falando do meu aniversário, da festa familiar e com amigas que rolou, das músicas, comidas, dos convidados gatinhos...enfim, da festa em si. Vou tratar apenas do melhor presente que recebi até hoje, comprado e dado por eu mesma. É um objeto que adquiri escondido, e não pretendo mostrar a ninguém essa coisa que me fez muito feliz. Espere só.

Comprei um amiguinho colorido de pelúcia numa loja lá do centro. Um sexshop, para ser mais específica. Nunca tinha entrado num estabelecimento desse tipo e, confesso, fiquei muito encabulada quando adentrei o local. Fiquei espantada, admirada e curiosa com tudo aquilo que havia ali dentro. A primeira coisa com que deparei foi um imenso boneco inflável. A princípio pensei que fosse apenas um manequim sem roupa, mas algo nele chamou minha atenção: uma coisa reta, comprida e da grossura do meu punho, quer dizer, daquele lugar onde colocamos a pulseira, sabe? Não sou inocente, por isso na mesma hora identifiquei aquilo como um pênis. Como era grande! Já tinha visto um na internet, tanto o real quanto o falso. Sem falar nos desenhos. Você não tem ideia do que aprendemos na internet...
Pois bem, fiquei olhado aquela coisa por alguns minutos, sem me preocupar se havia ou não pessoas me observando. E acho que deveria mesmo ter pessoas fazendo isso, pois a vendedora da loja, uma moça muito bonita para trabalhar num local meio sacana daquele, na minha opinião, caminhou até onde eu estava e perguntou se eu queria levar o boneco. Respondi dizendo que não, pois queria algo mais discreto do que aquela coisa tão indiscreta. Aliás, desejava algo MUITO menor e que, pelo menos, não chamasse TANTA atenção. Não poderia nem imaginar um horror de pessoas olhando, comentando e rindo de mim, enquanto eu caminhava pela rua com aquele gostoso de plástico. A vendedora, que se chamava Bruna, pois era o nome que estava no seu crachá (dãããã...), abaixo da fotografia da jovem, me indagou o que eu desejava então. Repliquei dizendo que não sabia, pois era inexperiente com esse tipo de compra. Acrescentei ainda que estava no processo de iniciação, entende? Uma fase de autodescoberta... Apesar dessa fase acontecer tardiamente, acho, porque já era praticamente uma adulta e esse tipo de processo ocorre geralmente na adolescência.

Sei lá, nunca me achei normal...

A mulher da loja me compreendeu e, graças a Deus!, não me perguntou a idade. Me levou para passear pelo interior do estabelecimento e conhecer os produtos. A madame me mostrou de tudo: bonecos, calcinhas comestíveis, camisinhas com diversos sabores, fantasias para homens e mulheres, fantasias de animais (tinha uma de girava, a qual não achei nada erótico),  vibradores, entre outros brinquedinhos e instrumentos eróticos. Fiquei admirada por todos eles. Entretanto, um me chamou atenção: um imenso urso de pelúcia. Achei aquela fofura a coisa mais linda do mundo. Branco, fofo, macio e um amor. Perguntei por que estava vendendo aquele pelúcia na loja, sendo um objeto mais adequado às crianças e não aos adultos. A vendedora riu e me perguntou se eu não imaginava mesmo que tipo de brinquedo era aquele. Repliquei dizendo que era um pelúcia, um brinquedo de abraçar e dormir junto. A mulher disse: "Exatamente, mocinha, é para isso mesmo que esse adorável ursinho serve, mas,  ao contrário dos pelúcia para crianças, esse serve para foder também". "Foder?", perguntei. "Isso serve para foder? Mas como?". Ela respondeu que "Sim, que é de foder" e me mostrou um pênis que se escondia perfeitamente dentro do urso. Fiquei chocada com aquilo. "Mas é cada uma!", pensei e ri comigo mesma.
Decidi levar o pelúcia. Era perfeito. Por ser grande, poderia fingir ser uma pessoa e, através da minha fértil imaginação, transaria o urso. Tiraria aquele pênis de borracha de dentro dele e sentaria em cima, como se estivesse sentando no colo de um safado gostoso. Seria demais! Sem falar também que ninguém riria de mim enquanto o levasse até a minha casa, pois, o que é que há num ursinho? Comprei o brinquedo de pelúcia e, sem empacotar, saí do estabelecimento, levei-o para o meu quarto e me tranquei neste assim que passei pelo portal, pois tinha uma longa e maravilhosa estréia para fazer.

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