sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Qual o problema dela?



Pensei em ir até lá. Estreitar essa distancia material que tanto nos liga no momento. A linda garota, sentada à beira do oceano, está tão concentrada em algo... Pensei em me aproximar e indaga-la sobre o porquê dela estar ali, sozinha, isolada, reclusa e entretida em pensamentos que somente ela poderia ter a capacidade singela de compreender. Capacidade singela? É isso, sim. Capacidade singela. De onde a vejo consigo sentir um sentimento tão suave e majestoso que, por ser ela a única pessoa além de mim que está na praia, com certeza foi propagado por esta personagem tão real e, ao mesmo tempo, tão abstrata.

Em que nossa linda menina de cabelos cacheados e negros poderia estar pensando? Como será seu rosto? A cor dos olhos... Estarão avermelhados, como aqueles que sempre surgem após as lágrimas resultantes de melancolia derramarem-se? Ou será a vermelhidão oriunda da manifestação de tanta empolgação e felicidade? Isso é tão confuso... Em que estará pensado? Está pensado em alguém? Em algum problema? Em algum problema cometido por esse alguém? Em algum problema que ela própria cometeu com o mesmo alguém? Ninguém faz ideia? Ninguém faz ideia do que está ocorrendo dentro daquela mente que, por pertencer a essa representação da bondade divina, provavelmente reflete sobre coisas maravilhosas. Serão mesmo maravilhas? Ela parece tão triste... Tão desanimada... Tão melancólica... Tão... Tão assim... É difícil dizer uma veracidade em relação a isso. Pois o que foi dito até agora não passa de um produto de teorias constituídas de incertezas e hipóteses baseadas em observações feitas a distancia. Deveria ir até lá? Por que não? Não custa nada tentar...

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