sábado, 10 de dezembro de 2016

Aconteceu por acaso


Estava voltando da faculdade. Era pouco mais de meio dia e não tinha nenhum tipo de transporte, a não ser as minhas indispensáveis pernas. Havia um longo itinerário a percorrer até a casa onde moro. Não sei por que que quando não estamos afim de fazer alguma coisa, não a executamos de forma rápida, para terminar mais cedo. Levei uma eternidade para chegar em casa.

Mas no meio do caminho ocorreu um fato que, confesso, alegrou a minha volta. Isso aconteceu por acaso.
Em uma rua pouco trafegada, encontrei um celular. Nem sei explicar como encontrei este aparelho, pois o mesmo estava muito bem escondido, por detrás de uma sacola suja de plástico. Parecia até que alguém não havia perdido, mas simplesmente escondido ali. Como é que eu sabia que o celular estava perdido? Não sei responder a isso. Foi uma espécie de intuição, uma certeza de que o que eu achava era a verdade e ponto final. Peguei o aparelho. Era de última geração. Com certeza o dono na verdade usava saia, porque uma capa da Hello Kitty enfeitava o objeto. Não pertencia a mesma marca que a do meu celular, a qual silenciarei o nome para não fazer propaganda grátis. Entendi que a responsável do aparelho era mesmo descuidada, pois, assim que cliquei o botão de ligar a tela, não encontrei aquela coisa de se colocar a senha ou padrão de desbloqueio. O papel de parede me cativou, graças a foto de uma belíssima morena que animava a área de trabalho. Desliguei a tela, guardei o celular no bolso e continuei meu trajeto, pois não aguentava aquele calor, sem falar na fome ordinária que me dominava.
Chegando em casa, imediatamente fui até meu quarto e peguei novamente o celular. Para o meu azar estava descarregado. Que merda!, pensei. O carregador que tinha não era compatível com o aparelho, droga!. Será que o da minha mãe pega? Fui até onde minha esta estava e indaguei. Para aumentar ainda mais o meu azar, a coroa o havia emprestado para a vizinha alguns minutos antes de eu chegar, ia levar um tempinho, segundo mamãe. Não poderia esperar um tempinho. O do pai pode conectar, disse a mim mesmo. Dessa vez a sorte ficou a meu favor. Acoplado ao celular do coroa, que por pura coincidência e sorte era da mesma marca do aparelho encontrado, estava o carregador. Peguei-o e corri para o quarto. Coloquei-o na tomada e o conectei ao celular. Esperei por alguns segundos, esperando ligar, mas nada. É, acho que iria mesmo esperar um tempinho.
Para passar o tempo, optei por tomar banho. Terminada a ducha, aproveitei logo para almoçar. Comi pouco, pois a curiosidade havia dizimado boa parte da minha fome. Finalizado o banquete, voltei novamente ao cubículo. Graças a Deus ligou! Liguei a tela e comecei a vasculhar. Queria saber quem era o desastrado dono, aliás, "a dona". Por ser um aparelho moderno, não gastei muito tempo procurando pistas. Havia muitos aplicativos conhecidos, como um de vídeo e fotos. Abri primeiro o de fotos. Que coisa massa! Que belezura! Quem seria essa gata, meu Deus! Havia "cada" foto. Uma mais bela que a outra. O que deveria fazer com essas fotos, quer dizer, com o celular? Devolver? Mais é claro que sim, mas só depois de futricar mais. É idiotice, mas sei que muita gente faria isso. Então não seria tão irresponsável assim, pois não ficaria com o aparelho. Farei isso somente depois, isto é, devolve-lo depois.
Encontrei várias fotos e videos da moça. Com certeza era desse tipo de garota exibida que gosta de ostentar os atributos. Quanta foto sensualista, cara! Também curte funk. Não gosto desse estilo musical, mas adorei ver ela dançando. Como ela dança... empina a bunda e ainda faz quadradinho. Será que naquele vídeo no qual uma jovem completamente nua mostrava suas partes íntimas era ela? Parecia, sim. Não aguentei, despi a bermuda e me masturbei. Que gozada! Queria transar com ela. Queria passear meus dedos por cada centímetro daquele corpo. Queria acaricia-lo completamente.
Peguei meu cabo USB e, conectando-o entre celular e o meu notebook, passei todas as fotos para uma pasta de arquivo. Fiz a mesma coisa com os videos. Não queria esquecer essa deusa.
Estava na hora de fazer alguma coisa de útil. Procurei numa lista de contatos um número de telefone e liguei. Por coincidência era um número da irmã. Falei a esta jovem que havia encontrado o aparelho e queria devolver à dona. A parente disse que iria falar com sua irmã para dar um jeito de ir busca-lo. Falei que eu mesmo poderia entregar o aparelho, pois morava próximo à rua onde o encontrei. A moça disse que estava tudo bem. Me deu o endereço e no mesmo dia devolvi. Entreguei nas mãos da dona. Que dona! Era mais gata, linda, bela, atraente e gostosa ao vivo! A jovem parece que desconfiou que eu havia feito "pesquisas" no celular dela, porque assim que recebeu me perguntou se tinha gostado das imagens e videos. Eu disse que sim. Porquê mentir? Me agradeceu e, me chamando de taradinho, me deu um abraço e um beijinho nos lábios. Que assanhada! Fiquei sem reação, disse apenas que queria conhece-la melhor. Quer me levar para sair, bonitinho?, falou a jovem. Respondi que sim. Ela falou um ok e disse o famoso que tal mais tarde? Falei que poderia, sim, leva-la mais tarde para dar um passeio. Me despedi e voltei para casa, pois havia muita coisa para se fazer para aquela noite.

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