quinta-feira, 16 de junho de 2016

Cheirando calcinha




Me lembro de uma vez em que estava no quintal, quando ainda morava numa velha casinha simples. Ainda não era um adolescente propriamente dito, mas estava no início, o que já era bom. Nesse tempo já conhecia coisas relacionadas a sexo, como mulheres nuas e masturbação.
Havia uma garota lindíssima, de pele morena, que morava na casa ao lado. Seu nome era Jéssica e não falava muito comigo, tipo pra bater um papo sobre a vida. Talvez pelo contraste de idades, pois ela era bem mais velha do que eu e, além do mais, parecia já ser maior de idade, além de ter tido relacionamentos com outros caras. Enfim, não fazia o tipo dela. Mas toda vez que me via a garota me dava um oi. Tinha uma atração imensa pela jovem. Antes era apenas pela beleza. Tínhamos a mesma cor de pele, o que aumentava a minha expectativa, pois havia uma coisa em comum entre nós.
Comecei a me sentir ainda mais atraído por ela, no que diz respeito a sexo, depois de um acontecimento que nunca mais esquecerei. Tenho a impressão de que, mesmo se perder a memória, essa lembrança ainda ficará presa ao meu cérebro.
Não me lembro o ano exato, muito menos o dia e a hora do acontecido. Sei apenas que era final de tarde, entre o Pôr do Sol e o escurecer. Era como se estivesse nublado. Como disse no início, estava no quintal, dando umas voltas por ele, como fazia quando estava sozinho. Nesse tempo não existia muro dividindo os nossos quintais, apenas uma simples cerca de arame farpado e alguns pedaços de pau velho, e era muito fácil de pulá-la. Jéssica tinha ido tomar banho. Nessa época muitas casas tinham o banheiro fora de casa, no quintal, e não dentro dela, como praticamente todas as residências do mundo inteiro tem hoje em dia. E eram dois banheiros: um para tomar banho e o outro para fazer as necessidades da natureza.
Eu estava atrás de um pé de acerola e, sem querer, vi a morena indo ao banheiro, ainda de roupa, mas com uma toalha amarela no ombro e o sabonete em uma das mãos. Sabia muito bem o que ela iria fazer em seguida, por isso caminhei devagarinho e muito bem abaixado até uma parte discreta por trás da cerca. Dali pude ver um pouco por dentro do banheiro, porque neste não havia porta: a pessoa tinha, se quisesse, que colocar uma toalha. Mas, pelo que pude notar, Jéssica não gostava de colocar a toalha, ou havia se esquecido (para minha sorte!). Vi a jovem se despindo no compartimento e visualizei sua bunda. Que bunda! Que maravilha! Nunca tinha visto algo tão lindo de perto, apesar de estar muito longe. Mas a sensação que tive foi de estar ali, coladinho com aquela belezura. Foi a primeira vez que vi uma mulher nua. Um bumbum, para ser mais específico. Ainda não tinha visto os seios, pois a garota ficava de costas para mim o tempo todo, e permaneceu assim durante todo o banho, porque a torneira ficava do lado oposto ao da porta. Mas me contentei com aquela linda bunda. Quem não se contentaria?
Acabado o banho, vestiu a toalha e saiu para dentro de casa. Notei que não carregava a roupa que vestia antes do banho, então, obviamente, a mesma ainda estava dentro do banheiro. Tive uma ideia, senão uma das melhores e mais criativas ideias que já tive em toda a minha vida. Iria pegar aquelas peças de roupa. Era algo arriscado de se fazer, pois a chance de ser descoberto com a boca na botija era grande, mas mesmo assim decidi fazê-lo. Pulei a cerca e, de mansinho, entrei no banheiro (antes dei uma bela olhada para ver se havia algum movimento perigoso) e consegui tocar nas suas roupas. Peguei na blusa, no sutiã, no short... até que cheguei nela: a calcinha. Era uma calcinha de cor rosa claro, com um laço cor lilás na frente, mas a parte que ficava sobre a vagina estava uma pouco mais escura do que as outras partes da peça íntima, por isso aquilo me chamou a atenção. Não sei se por instinto sexual, ou se por pura curiosidade, ou se por loucura... não sei. Sei apenas que levei aquela calcinha ao meu nariz e a cheirei. Que cheiro maravilhoso! Era o cheiro da Jéssica! Senti uma sensação tão maravilhosa e excitante que até me esqueci que estava na casa, no quintal e no banheiro alheios, tocando na roupa alheia e, pior ainda, fazendo atos obscenos com ela. Pois aquilo podia ser considerado um ato obsceno, sim. Ou será que não é ato obsceno ficar cheirando a calcinha da Fulana? Eu considero ato obsceno. Rapidamente voltei ao normal, pois estava hipnotizado e pensativo, e saí do banheiro, levando a calcinha junto, é claro. Queria levar todo o conjunto, mas a calcinha já era o suficiente para mim. Pulei novamente a cerca, agora para dentro do meu quintal, e corri para o banheiro deste, não o de tomar banho, mas o de fazer as necessidades, pois, igualmente ao da casa da Jéssica, no primeiro não havia porta, somente no segundo. Não queria ser pego em flagrante. Imagine só: alguém entra no banheiro sem porta e me vê ali dentro, tocando uma. Não, não... Deus que me livre! Por isso entrei e me tranquei no outro banheiro, o de porta. Sentei na tampa da privada e rapidamente abaixei a bermuda: isso ajudaria quando alguém me procurasse no quintal, pois bastaria olhar abaixo da porta do banheiro e ver, pelo meus pés e bermuda e cueca abaixadas, que eu estava ali dentro fazendo o número dois, ou cocô, para os desinformados.
Foi uma sensação prazerosa, senti aquele cheiro divino, pois era mesmo divino. Me deixava todo estimulado, dava uma vontade ainda maior de viver. Será que curava alguma coisa, esse cheiro? Tomara que sim. Não, eu nunca mais iria largar essa calcinha, e muito menos lavá-la! Tirar esse odor?!?!? Não, nem pensar, jamais. Não sou louco de cometer uma loucura dessas. E se ela sentir falta?, pensei. Bem, era melhor colocar no mesmo lugar de onde tirei. Mas só depois de dar uma gozadinha em sua homenagem. Em homenagem às duas, aliás: a Jéssica com seu precioso cheiro e à calcinha. 
Não demorei muito para entrar no orgasmo. Confesso que nem gostei muito disso, dessa rapidez. Deveria ter aproveitado mais o prazer e aquele perfume, porque aquilo era mesmo um perfume. Mas não tinha tanto tempo assim. Acho que no tempo que gastei para pular a cerca, tocar no conjunto de roupas, sentir o cheiro da calcinha, pegá-la e trazê-la para o lado do meu quintal, entrar no banheiro, me masturbar e gozar; Jéssica com certeza já deveria ter se arrumado e provavelmente iria pegar a calcinha para coloca-la junto com as demais peças na bacia de roupa suja. Raciocinando dessa forma, rapidamente me levantei, me vesti e fui correndo para o outro quintal, pulei a cerca e coloquei a calcinha no mesmo lugar onde estava, mas não sei se na mesma posição ou ordem. Corri de volta e, após pular novamente a cerca, corri para dentro de casa. Acho que naquele momento iria passar um filme que eu queria muito assistir. Se ela descobriu que eu havia fuçado suas roupas? Não, não... Jéssica nunca ficou sabendo disso, graças a Deus. Para falar a verdade, eu nem sei que hora ela voltou para pegar a calcinha. Mas no outro dia, quando estava novamente no quintal, ela não estava lá, assim como as demais peças.

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