quarta-feira, 18 de maio de 2016

Um conselho nunca é demais




Lucas, o namorado de Bruna, a convidou para fugir de casa juntos. Ele tem seus motivos para se mandar dali: tem problemas familiares. Bruna, ao contrário dele, não tem nada que a obrigue e estimule a sair do ambiente familiar do qual sempre se sentiu feliz. O namorado disse que não aguentaria nem mais um minuto naquela cidade imunda. Tinha comprado as passagens para os dois e, se ela aceitasse, viajariam amanhã de manhã. A ideia era se deslocar a uma cidade em outro estado. O dinheiro já estava reservado e pronto para gastar. Poderiam alugar um apartamento pequeno, comer em algum restaurante universitário durante um bom tempo, pois ambos ainda tinham a carteirinha estudantil, que valeria por mais de um ano, e começar uma nova vida. Não precisariam levar muitas coisas, apenas uma mochila com materiais, como notebook, caderno, celular, etc, e uma bolsa de viagem pequena, para colocar as roupas, e nada mais que isso.

- Então, topa? Topa fugir de casa comigo e começar uma nova vida fora daqui, desse lugar imundo?-perguntou o jovem.
- Não- respondeu a moça, deixando o namorado com cara de quem comeu e não gostou.
- Que foi que você disse?
- Que não, eu não vou fugir de casa com você, Lucas!
- A gente é namorado, esqueceu?!
- Não, não esqueci. Mas não sou amarrada e presa a você. Se tem seus problemas familiares, o problema é todo seu. Eu não tenho nada a ver com isso. Não vou largar meus estudos aqui, minha família ou seja lá o que for, só por causa de sua birra familiar!
- Você disse que me amava! Que tipo de amor é esse?!? Eu amo você!
- Ah, Lucas! Desencana vai! Se você me amasse de verdade não me faria uma proposta dessas! Eu gosto muito de você, e você sabe muito bem disso. E, sim, eu te amo, te amo muito. Entretanto, antes de te amar, eu me amo e amo minha família, tá ligado?! Jamais farei o que você me pede, jamais! Se você tem dinheiro, porque não o utiliza para alugar um apartamento simples ou uma casinha básica para você morar aqui? Precisa mesmo sair da cidade?!
- Não. É porque estou com tanta raiva que minha vontade é sumir daqui, sabe?
- Não, não sei.
O silêncio predominou por mais de 2 minutos. Por fim:
- Então?- pergunto a moça.
- O quê?
- Então, como é que vai ser? Vai ficar aqui comigo ou vai embora sozinho? A escolha é toda sua...
- O. k. Está bem, vou fazer o que você me pede... Vou alugar um local bacana para morar e aí você pode me fazer umas visitinhas, que tal? Quem sabe até passar uns finais de semana...
- Hum...
- O que foi?
- Vai ser melhor assim.

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