quarta-feira, 4 de maio de 2016

Foi uma verdadeira loucura




Ontem foi uma loucura. Uma verdadeira loucura, para ser sincera. Eu e meu namorado transamos no meio do mato. Parece loucura, não é? Pois foi loucura mesmo, uma verdadeira loucura. Nunca imaginei que um dia poderia fazer uma coisa dessas. Esse tipo de fantasia nunca foi o meu tipo, sabe? Sempre fui comportadinha e adepta do apartamento e de lugares fechados. Mas meu namorado não, ele adora essa coisa selvagem. O hobby dele é caçar animais em algum lugar repleto de verde. Não vou com ele porque tenho medo, apesar de saber que estaria muito bem protegida ao lado dele.

Estamos namorando a mais de dois anos e nosso sexo geralmente é casual, isto é, aquele que só rola quando dá para rolar. A gente nunca combinou de, tipo, "ah vamos transar amanhã às duas e meia da madrugada, que tal?". Mas dessa vez foi diferente, não sei porque.
Combinamos de se encontrar no centro da cidade, pois iríamos para um lugar que ele chamou de especial. Eu sairia da faculdade e o esperaria na praça, era o nosso hábito. Quando ele chegou, entrei no carro e partimos para um local que nunca havia visto.
- Que lugar é esse?- perguntei.
- É uma área de conservação ambiental.
- Não sabia que tinha uma área de conservação ambiental aqui na cidade.
- Se você tivesse aceitado meus convites para caçar comigo saberia há muito mais tempo.
- Nossa! Me desculpe!
- Deixa para lá, não quero discutir. Quero me divertir com você.
- Vem cá. Se é uma área de conservação ambiental, então porque você caça aqui?
- Olha, é melhor entrarmos- disse ele, fugindo do assunto.
- Hum, sei... depois diz que é certinho, não é? Se o Ibama souber... hum, você estará encrencado, muito encrencado, rapazinho.
- Tá, tá, tá.
Saímos do carro e ele me levou para caminhar pela vegetação. Não gostei de fazer aquilo, pois as folhas e os galhos invariavelmente batiam na minha cara, sem falar nos mosquitos que ficavam me importunando o tempo todo.
- Esses mosquitos são da dengue ou não são?- perguntei, tacando a palma da minha mão no mosquito que chupava meu sangue do braço esquerdo.
- Não sei ao certo, nunca os observei. Mas acho que não são. Venho para cá há muito tempo e nunca peguei nenhuma doença. Chegamos, é aqui.
Chegamos em um lugar onde a vegetação era mais diminuta. Era uma espécie de um pequeno campo rodeado de árvores, um lugar adequado para acampar, pensei.
- Vai ser aqui?- perguntei, admirada com o lugar.
- Vai, tira logo a roupa aí. Estou com muita pressa e quero sair logo daqui.
- Calma aí, calma aí. Eu é que deveria estar com pressa e não você.
- Tá, tá, tá...
Fiz o que ele pediu, quer dizer, ordenou. Apesar de não gostar de ser ordenada por uma pessoa que não seja ou o meu pai ou minha mãe, decidi obedecer, pois já estava gostando daquilo, confesso. Era diferente, exótico. Não queria ter pressa, mas não falei isso a ele. Preferi mostrar um pouco de desinteresse, só para provoca-lo. A vantagem de meu namorado estar com pressa é que ele me comeria com mais força, para acelerar seu orgasmo. Gosto muito de ser fodida com força.
- Encosta as mãos ali no tronco daquela árvore.- disse ele.
- Não é para mim apoiar em vez de encostar?
- Exatamente, menininha. Você é muito espertinha.
- Hum...
Apoiei as minhas mãos no tronco de uma árvore próxima cujo nome eu não sabia. Ele não perdeu tempo e já foi dando um tapão na minha bunda. Se doeu? Doeu sim, e tenho certeza que ficou aquela marca vermelha. Como estava com pressa! Geralmente ele chupava meus lábios (os de cima e os de baixo) antes de me penetrar. Mas dessa vez não o fez. Senti aquele brinquedo duro e quente entrando dentro de mim. Foi a primeira vez em que a excitação me dominou de um modo tão rápido, nem precisei de estímulo para ficar na expectativa. A sensação de que havia pessoas nos observando ali, no meio do mato, era muito excitante. Poderia existir pessoas no local, espionando, mas eu não dava a mínima pra isso, queria aproveitar o momento. Comecei a imaginar que havia mesmo pessoas ali, e várias delas, e por incrível que pareça eu entrei no orgasmo. Que coisa estranha, não?

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