sexta-feira, 20 de maio de 2016

Era para ser só um encontro




Marcamos um encontro. Era para ser apenas um encontro e nada mais do que isso, mas antes de discar o número, mudei de ideia. Não queria apenas conversar, uma companhia de bate papo. Se o quisesse era melhor entrar em um chat online. É melhor uma companhia para outra coisa, pensei. Me sentia muito solitária fazia meses. Utilizando a linguagem adolescente: eu estava mesmo era na seca. Meu último relacionamento havia terminado de uma forma que me obrigava a ficar sozinha, pois o sofrimento era exorbitante. Quem já foi traída sabe muito bem do que estou falando. Bem, mas passado é passado e o presente é o agora ou nunca.

Liguei para ele, o Gabriel, um desses rapazezinhos que vivem galinhando por aí. Desses que não perde, nunca perdeu e, provavelmente, nunca perderá uma oportunidade para dar uns amassos em uma gatinha. Sempre foi assim desde o dia em que o conheci: eu e ele estudávamos na mesma escola. O tempo passou e seguimos para a mesma universidade, mas em cursos diferentes. Sempre me deu mole e eu o ignorava na mesma proporção. Agora, se bem que pensando um pouco... até que me arrependo de não ter ficado com o Gabriel naquele tempo. Se arrependimento matasse...
O rapaz atendeu o telefonema, não fui muito de enrolar. Disse o que deveria de ser dito na mesma hora, fiz isso com uma coragem e atitude que não eram minhas melhores qualidades. Gabriel simplesmente perguntou o que é que eu tinha, se havia batido na minha cabeça..., afinal, sempre o descartei, sempre não caí na sua tentação. Mais uma vez mostrei a minha objetividade, o quanto estava na seca, para ser sincera. Falei que estava desamparada e um pouco insaciada de carinho. Tive um péssimo término de namoro, como ele deveria saber, e estava indignada com o comportamento covarde que meu ex executou sobre mim, o de traidor. Queria um outro tipo de vida, queria ser mais solta, mais viva e não queria que minha felicidade dependesse de homem nenhum. O jovem escutou por todo o tempo em que desabafei sem parar. Quando terminei meu discurso, disse-me que estava muitíssimo feliz por minha atitude, que se fosse ele faria a mesma coisa. Não havia gostado da atitude do outro e, para ser sincero, não falava mais com meu ex-namorado fazia um tempão. Disse ainda que me achava muito bonita, linda maravilhosa e sexy. Fui a única garota que ele queria pegar mas não pegou. Agora tinha a oportunidade de fazer o que, havia décadas, planejava fazer comigo. Disse ainda que aceitava meu convite, era só marcar o horário e o lugar, que mudaria minha vida completamente. Falei a ele que o queria agora mesmo, naquele momento. Estava sozinha em casa por tempo indeterminado. Que tal se me fizesse uma visitinha nesse exato momento?, perguntei. Gabriel falou que não, não daria, tinha que fazer um trabalho do curso daqui a pouco na casa de um colega. Que tal mais tarde?, perguntou. Respondi que sim, poderia ser mais tarde, mas onde?Na sua casa, você não ficaria sozinha por tempo indeterminado?, disse. Falei apenas ah, é mesmo, como sou boba... está bem, está marcado, quando estiver disponível para mim me liga dizendo que tá vindo, ok? Gabriel respondeu com um ok e em seguida nos despedimos.

Era tarde da noite quando quando Gabriel me ligou, dizendo que estava vindo. Não fiz muito esforço para me arrumar, pois já tinha tomado banho, me perfumado e vestido meu vestidinho de dormir, que achava bastante sexy. A campainha tocou. Saí de casa e fui atende-lo. Gabriel só me deu um oi e logo em seguida me agarrou. Demos nosso primeiro beijo ali, na porta de casa, no local que a maioria dos pais reclamam que é o mais vergonhoso lugar para uma filha namorar. Ficamos grudados por alguns segundos. Soltamos as nossas línguas, para respirar um pouco, e partimos para o que havíamos acabado de fazer. Houve mais uma paradinha, mas dessa vez não retornamos ao beijo. Segurei sua mão e fomos para o meu quarto. Joguei o Gabriel na cama e subi sobre ele. Nos beijamos novamente. Senti aquela sua mão experiente acariciando minha bunda, apertando e massageando-a. Fazia isso diversas vezes, pois sabia o quanto estava eu gostando daquela atitude. Meu desejo foi aumentando a medida em que aquela safadeza masculina me assediava. Fechei os olhos e fiquei com eles cerrados durante um bom tempo, apenas sentindo aquele toque, aquelas carícias, aquele carinho. Apenas sentindo aquela língua molhada dando voltas e mais voltas sobre meus mamilos. Senti aquela fisgada forte, aquelas mordidas nos meus seios que, cada vez mais, me estimulava a entrar no orgasmo. Fui possuída, fui dominada e agora era uma submissa. Fiz o que ele queria que eu fizesse. Obedeci suas ordens como se fosse uma escrava saliente e excitada para ser escravizada. Ele entendeu completamente meu comportamento, isso provavelmente era resultado de sua experiência, pensei. Fui jogada na cama e senti minha calcinha sendo arrancada a força do meu corpo. Não sabia o que faria em seguida, mas tenho certeza que era algo que me deixaria ainda mais animada. Acertei em cheio! Ele não me penetrou, apenas me beijou, naquela parte... Ah.. como o Gabriel beija...
Agora vai, Gabriel vai me penetrar, disse a mim mesma, e foi o que fez. Fui penetrada, sim, penetrada do jeito que eu gosto: lenta e calmamente no início para depois acelerar e aumentar o grau de força. Foi uma sensação maravilhosa. Nunca pensei que uma coisa tão grande, dura e quente entrasse de um modo tão confortável em mim. Parecia mais que nossos órgão sexuais foram feitos um para o outro, literalmente. O tamanho do dele era compatível com a largura do meu. Entrei no orgasmo. Gozei, para ser mais realista. Não usava camisinha, o Gabriel. Praticou o coito interrompido, não senti receio nenhum e engravidar nem de pegar alguma doença, pois sabia que, além de ser experiente, o rapaz era muito cuidadoso em relação a DST's. Percebi que o garoto não ofegava como eu e cheguei à conclusão de que não havia gozado ainda. Decidi fazer a minha parte. Queria retribuir o prazer do orgasmo que aquele garanhão havia me dado. Acariciei seu pênis e, de forma ousada, saliente, esfomeada e atrevida, o chupei, sentindo o gosto maravilhoso daquele seu brinquedinho preferido e que, depois daquele dia, se tornou o meu brinquedinho favorito. Passei a língua em todas as partes que encontrei. Chupei e lambi as bolas, o tronco, por assim dizer, e a minha parte favorita: a cabeça. Fiquei dando voltas e mais voltas com a minha língua ágil naquela região rosada durante um bom tempo, que não foi maior porque Gabriel, o experiente, não resistiu às minhas habilidades ao sexo oral. Gozou como, percebi, nunca havia gozado. Notei que o suor dominava o seu corpo saradinho. Estava cansado, mas saciado e feliz, assim como eu.

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