sexta-feira, 27 de maio de 2016

A entrevistadora



Era para ser apenas uma entrevista de emprego, mas foi muito mais do que isso. Foi um dos melhores dias da minha vida, e não tenho nada a reclamar. Realizei uma pré-transa com a minha entrevistadora, a primeira. E provavelmente será a única, pois não quero perder esse emprego.

Acordei por volta da seis e meia da manhã, completamente nervoso, afinal, era a minha primeira entrevista de emprego. Me levantei, tomei café e, após tomar banho, escovar os dentes e me arrumar, saí para a entrevista. Cheguei no local dez minutos antes do horário marcado, seguindo recomendações de pessoas que já passaram por isso.
Estava sentado em um dos bancos disponibilizados aos visitantes, à espera da entrevistadora ou entrevistador, pois não sabia quem iria aplicar o questionário oral. Passavam várias pessoas na minha frente, gente idosa, adulta, jovem e até crianças, acompanhadas de seus pais, é claro. Tentei identificar quem seria o aplicador da entrevista, mas era muito difícil, e fiquei sem nada a fazer, com exceção de futricar o celular. Liguei o aplicativo de músicas. Nada do que uma boa música para relaxar!
Não me lembro de ter colocado o volume ao máximo, mas não consegui ouvir o chamado da secretária da firma onde eu esperava trabalhar futuramente. Só notei que estava sendo convocado para a entrevista quando, após sair da sua mesa, a mulher se deslocou até onde eu estava e ficou de frente para mim, olhando para a minha cara, com uma expressão engraçada no rosto, como se tentasse dizer que a função dela não era ficar chamando pessoas surdas que não escutavam um chamado, e me falou que a entrevistadora estava na sua sala, a minha espera há uns 15 minutos. Quinze minutos?!?! Será que eu estava atrasado?!? Não, a secretária disse que não, mas estava atrasado, sim, mas não tanto, porque ela, a secretária, ficou me chamando por alguns segundos mas eu não a ouvia, por isso estava ali, na minha frente, para tentar-me salvar da dispensa da minha primeira entrevista de emprego. Agradeci, me levantei e me dirigi à porta do escritório. Abri-a e atravessei o portal.
Ela era linda, simplesmente uma gata. Não uma gata, quer dizer, vou ser mais realista: uma tigresa. Era isso que a mulher era, uma verdadeira tigresa, com aqueles seus olhos azuis que contrastavam literalmente com seu tom de pele muito claro e seus cabelos bastante pretos. Uma imagem espetacular, aquele rosto. Do tipo de se colocar na parede e ficar olhando-o o dia inteiro. Estava abobalhado e acho a morena percebeu, mas não falou nada de ruim, apenas sorriu como se soubesse que a achava linda e provavelmente gostosa e pediu para que entrasse e me sentasse ali na cadeira. Realizei seu pedido com toda a satisfação do mundo. Fiquei de frente para aquela gata maravilhosa.
- Como se chama?- me perguntou.
- Bruno Feitosa- respondi, não estava mais nervoso, apenas um pouco sem jeito.
- Quer trabalhar aqui?- indagou a mulher, dando um sorrisinho que me deixou sem jeito. Parecia ser bastante calma e educada.
- Com certeza.
- Porquê?
"Porque você é muito gata e gostosa e gostaria muito de transar contigo aqui, em cima dessa mesa. Você acha que ela aguenta?", foi o pensei em dizer, mas não era conveniente, acho, por isso respondi:
- Porquê é a que mais combina com o meu perfil profissional.
- Hum... interessante...- ela falou, colocando na boca o lado da caneta que não escreve e olhando para mim.
- O quê?- perguntei, puxando conversa.
- Você faz meu tipo.- a resposta me deixou encabulado por dentro, mas por fora consegui disfarçar, pelo menos foi o que pensei.
- Como assim?- perguntou como se não desconfiasse de nada.
- Não se faça de inocente, rapazinho.- ela continuou com a caneta na boca, provavelmente já sabendo o quanto aquilo me excitava.
- Como assim?- perguntei, pois não tinha argumentos para manifestar.
- Eu disse que você faz meu tipo, rapazinho. E você, o que acha de mim?
"Eu te acho gostosa e agora muito safada, se me der um pouco mais de mole, eu transo com você agora mesmo".
- Você é uma mulher muito atraente.- decidi falar a verdade.
- Interessante... Vou lhe explicar como vai funcionar as coisas aqui, rapazinho. A entrevista não vai ser uma entrevista, mas um teste. Se você passar, o emprego é todo seu, o.k.?
- Ok.
- Pois bem, o teste é o seguinte: você me faz um sexo oral e, se for bem nisso, estará aprovado no teste e consequentemente contratado. Topa?
- Topo, sim. Porquê não toparia?- falei usando uma expressão um pouco séria no rosto. Por dentro eu estava pulando de alegria, que teste fácil!
- Hum... se levante.- ela mandou e eu, que sou um jovem muito obediente, cumpri suas ordens. Fiquei de pé.
- Tire a camisa.- falou ela.
- Não é apenas para fazer sexo oral em você?
- Isso é uma reclamação?
- Não, só imaginei que...
- Tire a camisa, rapazinho...- disse a entrevistadora que, até aquele momento ainda não sabia seu nome. Após despir a camisa, continuei de pé olhado para ela, que o tempo todo olhava para mim, da cabeça aos pés e vice-versa.
- Tire as calças.- falou e dessa vez não pronunciei nenhuma palavra, apenas obedeci.
- Endureça o pau e depois tire a cueca, por favor.
Meu pau já estava duro só de ficar de frente para ela, enquanto me olhava daquele jeito. Só ficava imaginando o que seria um sexo selvagem com a musa. Estava completamente nu.
- Endureceu rápido, rapazinho... gostei. Gostei de tudo: da cor, do tamanho, da grossura... faz o meu tipo. Chegue mais perto, quero ver a cabeça.- me desloquei até onde ela estava sentada- É bem rosada, grande e... hum... uma delícia.- falou, após dar uma bela de uma chupada no meu pênis, fico me perguntando como foi que eu não consegui ejacular naquele rosto. Acho que foi o choque a tudo aquilo.
Ela se levantou e se jogou na mesa e ficou deitada de costas sobre o móvel- após empurrar o computador, teclado, mouse, cadernos, canetas, entre outras coisas, para um lado da mesa-. Depois não gostou da posição- ou será se foi a dureza da mesa?-, não sei, não tenho tanta certeza, sei apenas que passados alguns segundos após se acomodar na superfície de vidro resistente, se levantou e se dirigiu ao sofá, parado a um canto. Usava uma saia colada ao corpo, um corpo exuberante. Se acomodou no sofá e ficou totalmente arreganhada, de pernas abertas. Não precisou subir a saia, pois esta fez o serviço sozinha: se encolheu ao mínimo abrir de pernas da entrevistadora. Que tentação! Que loucura aquela mulher! Será que era mesmo normal? Será que aquilo era real? Provavelmente ainda estava dormindo no meu quarto, prestes a acordar, tomar banho, tomar café, escovar os dentes, me arrumar e me deslocar a uma firma para ter uma péssima primeira entrevista de emprego.
- Anda, vem. Venha fazer o teste. Se você passar, pode se autodeclarar como contratado.- falou-me. Novamente obedeci as suas ordens. Caminhei até o meio daquela abertura e me agachei. Não foi um teste difícil, não para mim. Ela poderia ser muito exigente, mas naquele momento não estava sendo, pois notei a umidade daquela região objeto do meu teste. Tão úmida quando uma esponja recém emergida da água. Estava suada, por assim dizer. Suava tanto que brilhava. Seria capaz de notar aquele brilho no escuro. Se não notasse o brilho, me guiaria pelo cheiro, um cheiro maravilhoso. Um odor forte e excitante, que me deixava louquinho.
Naquele momento, aquele mundo não existia, somente eu e ela. Fiz o mandado. Chupei toda. Era um gosto maravilhoso que, só de imaginar, tenho certeza que você, querido leitor, está com água na boca. Ficaria com mais água na boca se imaginasse a entrevistadora acaricia-se sua cabeça, enquanto gemia de prazer e ordenava que continuasse com aquelas passadas de língua maravilhosas, não é? Tenho certeza que sim, porque passei por essa cena que acabei de descrever e, confesso, foi um loucura. Eram gemidos agudos, em determinados momentos, e suaves em outros. Era gemidos de cansaço, de dor, de prazer e de fome, fome de orgasmo. Era uma mulher experiente e, por conta disso, muito rigorosa, a ponto de ser exigente no seu orgasmo. Pensei que não seria fácil levá-la ao clímax, mas por fim consegui. Senti um líquido delicioso na minha boca, e sabia muito bem o que era aquele líquido: era o líquido do prazer e da satisfação. A luxúria em forma de líquido. A gula também, principalmente para mim, que fazia questão de bebe-lo e saboreá-lo o máximo que pudesse.
- Você fez o trabalho direitinho, rapazinho...
- Saciei sua vontade?
- Não conseguiu perceber?
- Senti pelo gosto.
- Você é um verdadeiro profissional, por isso está contratado. Amanhã volte para que eu assine sua carteira e comece seu serviço. Você será meu secretário particular. Ok?
- Ok.
- Pode se retirar, tenho uma reunião daqui a alguns minutos. Entregue isso à moça aí fora- ela me entregou um papel- e fique com o celular ligado o tempo todo, posso ligar a qualquer momento querendo seus serviços. O trabalho começa amanhã.
- Sim, senhora- disse ao sair da sala e ela sorriu pra mim na saída. Me dirigi até a porta e atravessei o portal. Segui o mesmo caminho de ida durante a volta para casa. Estava todo animado e empolgado, queria que as horas passassem o mais rápido possível, para eu me apresentar no meu primeiro dia de trabalho amanhã.

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