sexta-feira, 8 de abril de 2016

Fofoca sobre a cama




- Aconteceu uma coisa muito engraçada hoje, amor.- falou Raquel, que estava deitada sobre o seu namorado, Raul, no quarto do apartamento dele.
- O que foi?
- Eu estava saindo da faculdade e indo para o estacionamento, pegar a minha moto. Quando cheguei lá, você não vai acreditar na cena que presenciei.

- E que cena era essa?

- Flagrei o inspetor nos pega com a faxineira.
- Sério!?- perguntou o jovem.
- Sério, por detrás da vam.
- Por detrás da vam?
- Sim.
- Pois eles são muito burros.
- Porquê?- perguntou a moça.
- Hora porque! Se fosse eu, transaria dentro do veículo, pois é muito mais seguro, não acha?
- Isso é verdade.
- Ela era bonita?- indagou o rapaz.
- A faxineira?- perguntou a jovem.
- Mas é claro...
- Com certeza. Mais bonita do que eu.- Raquel falava mesmo a verdade.
- E ele?
- Ah... um senhor.
- Tem quantos anos?
- Hum, não sei dizer exatamente.
- Então chuta, ué...
- Bem, deixa eu pensar... pelos cabelos grisalhos... uns quarenta e poucos anos. Não passa dos cinquenta, com certeza.- optou a estudante.
- Tem rugas na pele?
- Não. Ele se parece um pouco com o aquele apresentador do Jornal Nacional, marido da Fátima Bernardes...
- O Bonner?
- Sim.
- O Bonner é bonitão.
- E ele é bonitão.
- Quem, o Bonner ou o inspetor?
- O inspetor. Sabendo, é claro que, se os dois se parecem, então, se um for bonito, é claro que o outro também é.
- Muito esperta, você. E aí, o que rolou? Foi só beijo ou teve mais?
- Observei só o beijo. Depois peguei a minha moto discretamente e saí do local: não queria atrapalhar o momento deles.
- Quanta generosidade...
Houve-se um barulho. Era o celular do Raul tocando.
- Que som é esse?
- É o meu celular.- diz o rapaz, antes de atender o telefonema. Passados alguns minutos de conversa:
- Tenho que sair. Vai haver seminário amanhã e vou ter que apresentar o trabalho junto com o restante do grupo.
- Então porque vai sair agora, não é só amanhã?
- É sim, mas tenho que me reunir com o meu grupo.
- Hum...
- Não faça esse biquinho...
- Hum...
- Tá bom, tá bom. Só mais um pouquinho...
- Hum...
E ficaram ali, deitados e abraçados um ao outro, sobre o colchão, trocando beijos e carícias, até o momento em que se sentirem saciados de prazer.

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