sexta-feira, 4 de março de 2016

Quer transar no cemitério?




- Não acredito no que estou vendo! Não, com certeza eu não devo acreditar. Você acreditaria, esqueleto dois?- disse o esqueleto três.
- Também não estou acreditando. Mas passo a acreditar, aos poucos, afinal, não sou o único esqueleto que vê essa cena. Você também a está vendo. E você, esqueleto um, vê o que eu e o esqueleto três vemos?
- Vejo também, e acho muito interessante a cena. Já faz anos que não presencio essas coisas.
Os três estavam em um cemitério, era o local de morada. Como se estivessem morando em um condomínio, cada qual tinha seu apartamento, que era uma tumba ou caixão. Não é mentira o fato de eles serem esqueletos, afinal, esqueletos não falam, não é? Mas aqui eles falam, pois a estória foi escrita por mim, embora seja dedicada a vocês. O trio é composto pelo esqueleto um, esqueleto dois e esqueleto três, e o motivo para cada qual ter um nome assim é bastante simples: o que é chamado de esqueleto um foi o primeiro a se mudar no condomínio e, o três, não foi o último, como você deve imaginar, mas o terceiro. Existem no bairro, por exemplo, o esqueleto quatro, o cinco, o seis... e por aí vai. São aproximadamente 5112 habitantes, e todo dia chega mais um, até que não tenha mais vaga disponível na região, que é uma das mais concorridas, pois têm jardim, árvores, fonte, grama e pássaros cantando de manhã, embora eles estejam muito ocupados dormindo, para acordar à noite.
Toda noite, o trio gostava de praticar caminhada pelos arredores do cemitério. Os esqueletos faziam isso todo santo dia, desde quando o grupo foi formado. Andavam, conversavam sobre vários assuntos, contavam piada e faziam outras coisas que só pessoas mortas conseguem fazer. Não me pergunte o quê, não vou saber responder, estou vivinho da silva. Entretanto, nessa noite, eles, os esqueletos,  presenciaram um cena que, como dito o  esqueleto um, havia anos que não viam. Ficaram até felizes por aquilo está acontecendo perto deles, pois se sentiam mais vivos e contentes. Você deve está se perguntando o que é isso de tão importante, visto por eles? É o que vou contar agora, menino.
Havia dois jovens que acabaram de sair de uma balada. Estavam bêbedos, mas não muito bêbedos. Mas estavam bêbedos a ponto de ficarem rindo à toa, de vez em quando. No momento em que foram vistos pelos esqueletos, os jovens estavam se pegando dentro do bairro dos mortos. Se estivessem totalmente sóbrios, com certeza nunca iriam ter a ousadia, a coragem e, também, a idiotice de transarem num cemitério. Quem é que transa num cemitério? Só gente bêbeda mesmo.
Momentos antes de entrarem no cemitério, Mário e Deizy haviam acabado de sair da balada, como disse agora pouco, e estavam se pegando a algumas horas. Tinham se conhecido minutos antes de rolar o primeiro beijo. Depois de muita pegação na festa, o rapaz convidou sua companhia a pegar um ventinho lá fora, a moça concordou: "É bom mesmo, está muito quente aqui dentro, estou com muito calor". Saindo da balada, os dois foram andando sem rumo. Chegaram em um local onde havia grande tráfego de carros, apesar do horário. Continuaram aquilo que tinham interrompido na balada, a pegação.
- Ai, Mário, que gostoso! Me beija vem.
- Você está afim?
- De ser comida por você?
- Sim.
- Mas é claro! Apaga meu fogo, cachorro filho da mãe.
- Quer foder aqui mesmo?
- Não, não! Está passando muito carro.- disse Deizy que, como você deve ter percebido, não estava tão bêbeda assim.
- E onde vai ser, minha casa é muito longe. Moro com meus pais, pra piorar.
- A minha também, e também moro com meus pais.
- E então?
- Não sei. Foi você quem teve a ideia, te vira.
Passados alguns minutos de mais pegação, o rapaz falou:
- Tem um cemitério aqui perto, se quiser...
- Quero sim!
E foi assim que os dois foram parar naquele cemitério. Depois de pular o muro e correrem pelo jardim, com medo de haver algum segurança, ou câmeras, por fim, encontraram um lugar interessante pra se divertirem: debaixo de uma árvore, que ficava por detrás de um túmulo. Deizy se sentou sobre o túmulo. Mário ficou em pé, de frente pra ela. Se beijaram novamente. Mas dessa vez as mãos do rapaz começaram a se soltar mais. Agarrava a moça. Acariciava os seios da jovem, tanto por cima quanto por baixo da blusa. Vasculhava o que estava escondido dentro da calcinha e gostava do que ficava ali. Não tirava as mãos lá de dentro. "É bem quentinho". Fazia isso achando que ninguém via aquela cena. Entretanto, alguém via. Os esqueletos estavam de olho, não literalmente, pois esqueletos não tinham olhos mas, apesar disso, conseguiam enxergar. E viam tudo direitinho, mais do que você, leitor, que está lendo este texto com um ótima visão. Os esqueletos admiravam-se com aqueles dois se pegando ali, debaixo do pé de manga, atrás do apartamento do esqueleto 438. Imagine só o que este faria se visse os jovens ali, fazendo sacanagem em cima de sua tumba? O esqueleto 438 tinha fama de ser ignorante e era muito estressado, morreu de ataque cardíaco, causado pelo excesso estresse.
O trio continuava ali, de um pouco longe, observando aqueles dois, que já estavam nus. A moça deitada no túmulo. O rapaz por cima dela, ainda com os pés fixados ao chão, passando a língua pelo corpo de Deizy. Lambia em tudo quanto é parte. Pescoço, seios, barriga, coxas e a mais gostosa de todas: aquela parte que só as mulheres têm. Chupava demoradamente aquela região. A jovem parecia que gostava daquilo, afinal, pegava na cabeça do rapaz e a prendia entre o interior de suas pernas. Depois de alguns instantes, a garota se virou e ficou de quatro, ainda sobre o túmulo. Mário continuou fazendo a mesma coisa. O trio de esqueletos tinha a impressão de que o jovem agora lambia o ânus de sua companhia. Tiraram essa conclusão depois de verem a posição dela: estava de quatro, com a testa encostada sobre o túmulo, com as duas mãos, uma de cada lado da bunda, como se estivesse abrindo-a. Sem falar também que o rapaz não deslocava a língua de cima para baixo ou de baixo para cima. Lambia em apenas um lugar, que era entre as mãos da moça. Isso era muito suspeito. Com certeza o garoto fazia sexo oral no cu da jovem. Esta gostava da sensação, com certeza gostava, permanecia paradinha, quietinha. Mudaram de posição. A moça desceu do túmulo e agora estava na superfície do cemitério. Estava de cócoras, o rapaz de pé. Com certeza Deizy agora retribuía a dedicação do jovem. Ela está chupando o pau dele, disse o esqueleto três. Via, igualmente aos outros dois, a cabeça dela fazendo movimentos para a frente e para atrás. O garoto pendia a cabeça para trás, como se estivesse olhando para o céu, mas não estava nem aí para ele, com certeza não o via. Visitava outro mundo, o do prazer. A jovem se levantou. Agora, de costas para Mário, ela ficou novamente de quatro, mas diferente da posição anterior. As suas mãos quase tocavam, ou tocavam, não sei, a extremidade, isto é, o outro lado da lateral do túmulo. O rapaz pegou ela pela cintura e se uniu a ela. Começou a come-la. Com os quadris, o comedor fazia movimentos acelerados. Eram movimentos tão fortes que, de onde estavam e apesar do escuro, os esqueletos viam os cabelos sedosos da morena se bagunçando, balançando. Agora ela gemia, de dor e de prazer. Estava super-excitada. Por fim, o sexo acabou. Os três esqueletos viram o casal se vestirem e, depois de mais alguns beijos, saírem correndo pelo jardim e sumirem na escuridão do local. Não permaneceram ali, cada um voltou para sua tumba, pois já estava prestes a amanhecer.

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