sábado, 12 de março de 2016

Foi um sábado legal




- Fátima! Fátima! Acorda, menina, anda! Acorda, Fátima!- era a minha mãe. Havia entrado no meu quarto com a missão de me acordar para não sei o que, ela sempre fazia isso, e eu nunca ficava contente.
- O que foi, mãe!!??
- Quero que você me dê uma mãozinha hoje!
- Essa hora!!??!!?!- eram seis horas da manhã.
- Sim, a essa hora! Te levanta!
- É sábado, mãe!- era mesmo um dia de sábado, o que me deixou ainda mais irritada.
- Eu sei, sua insolente, foi por isso que eu te acordei. Não é no sábado que mando as roupas sujas para a lavanderia?

- E o que é que eu tenho a ver com isso?!?!
- Não vai dar para eu ir hoje, tenho que comprar uns remédios para diarréia do seu pai. Você fica encarregada de levar a roupa suja para lavar.
- E se eu não quiser ir?
- ANDA, SUA VACA, TE LEVANTA E LEVAR A ROUPA!
- Tá, tá, tá!
Eu me levantei, fui ao banheiro e me vestir adequadamente para um passeio na lavanderia: uma blusa branca, bem básica e sem estampa, e um short jeans preto, combinando com o meu chinelinho, da mesma cor. Depois de tomar café e escovar os dentes, voltei novamente para o meu quarto e peguei o meu celular, que estava 95% carregado. A sacola de roupa suja estava me esperando na sala. Peguei-a e saí. Voltei minutos depois, tinha me esquecido do dinheiro.
- Mãe, o dinheiro!
- Pega, diaba!- era muito dinheiro, mais do que o necessário para pagar o caixa da lavanderia.
- Aqui tem muito dinheiro, mãe, vai sobrar.
- O resto é para você, para não ficar reclamando.
- Obrigada.
- Eu faço isso e não cobro nada.
- Ah, pelo amor de Deus, mãe! Pegue, não quero.
- Não, menina. É para você mesmo, ainda não te dei nenhum dinheiro este mês.- ela sorriu pra mim. Voltei para a sala, puxei a sacola e saí novamente, com a ideia de somente voltar ali com as roupas limpas.
Já tinha visitado a lavanderia algumas vezes. Não era um lugar interessante. Parecia mais um posto de saúde. Só havia a recepcionista do caixa, que ficava na entrada, e nada mais do que isso. Frequentava poucas pessoas no local e, naquele dia, para meu azar, parecia que eu ia ser a única alma na lavanderia. Mamãe disse que é sempre assim no dia de sábado, é o que faz com que ela não demore muito para entrar, lavar as roupas e sair, pois geralmente não tem pessoas na sua frente.
A máquina de lavar funciona mais ou menos assim: é tipo um caixa eletrônico de sacar dinheiro. Você deposita o dinheiro no caixa, fazendo o pagamento à recepcionista da entrada, e depois está liberado para lavar suas roupas.
Em vez de se colocar um cartão na máquina, basta apertar alguns botões, digitar a sua senha e, pronto, é só alocar as roupas dentro dela e manejar a máquina, que é como qualquer outra máquina doméstica. Dependendo da quantidade de roupas para lavar, você pode passar um tempão esperando. Eu trazia um saco cheio delas, então, obviamente, levaria uma eternidade para terminar o serviço.
Passou-se meia hora, e eu ali, sozinha. Escutei um barulho, além do som da máquina, que era bastante alto. Pensei que tinha chegado alguém. Tinha chegado alguém.
- Bom dia, gatinha!- falou o garoto, que achei um gatinho. Já tinha visto ele algumas vezes. O nome dele? Ricardo, mas as meninas o chamavam de Ricardão. Tinha fama de mulherengo e algumas das minhas amigas já tinha ficado com ele, e disseram que o moço sabe das coisas. Sempre fui interessada nele. Se ele me desse mole...
- Bom dia, gato!- repliquei, pois estava muito afim. Poderia ser divertido, era um tédio ficar ali sozinha. Agora estava muito bem acompanhada.
- Você vem sempre aqui? Eu nunca te vi.- perguntou-me, enquanto mexia nos programas.
- Raramente piso aqui. Geralmente é a minha mãe.
- Ah, sim! Acho que sei quem é ela. Só pisa aqui no dia de sábado, não é?
- Exatamente, não tem concorrência.
- Isso é verdade, só vêm eu e ela nesse dia.
Passados alguns instantes de segundos, que ele dedicou a organizar as roupas para a lavagem, falou:
- Porque que ela não veio hoje?- perguntou ele.
- Foi comprar uns remédios para o meu pai. E você, vem sempre aqui?- indaguei, não queria falar que meu pai estava com diarréia, pois a achava nojenta.
- Sempre, e odeio fazer isso.- fez cara de tédio- Preferia estar dormindo.
- Eu também.
Ele terminou de manusear a máquina e se sentou ao meu lado. Não consigo explicar detalhadamente como aconteceu, pois escreveria muito e iria cansar você, que teria  muitas palavras para ler. A única coisa que posso dizer é que, depois de alguns minutos de conversa, cantadas e paquera, rolou o beijo. Ficamos ali mesmo, sentadinhos no assento da sala. Tinha uma boca muito gostosa. Beijava com pegada, o que me deixou toda assanhadinha. Queria fazer outras coisas.
- Quer fazer outras coisas?- ele me perguntou.
- Tipo o quê?- queria me fazer de santinha, só para jogar charme. Eu daria o cu para ele ali, caso o gostoso estivesse afim de me comer toda.
- Uma transa na lavanderia, já experimentou?- que safado!, pensei. Não sabia que ele era tão ousado assim!
- Não, nunca transei na lavanderia- mas já transei em outros lugares, no banheiro de minha antiga escola, por exemplo.
- E em outros lugares?
- Já transei no banheiro de minha antiga escola.
- Foi mesmo?
- Humhum.
- E foi divertido?
- Muito massa.
- Aqui tem um banheiro, se estiver afim.
- Não, pode ser aqui dentro, mesmo.
Foi a deixa para que ele me agarrasse e me manipulasse como se fosse sua propriedade. Foi muito gostoso. Primeiro foi o beijo, depois a pegação, com direito a assédio nas minhas partes intimas, depois a transa. Ele sabe deixar uma mulher saciada de prazer, tem experiência, além do mais. Ficaria com ele de novo, caso ele quisesse. E acho que ele o quer, sim, pois disse isso na minha cara. Eu quero te comer de novo, foi o que disse. E vai me comer de novo, por quantas vezes ele quiser.

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