sábado, 5 de março de 2016

Ela fica com o vizinho




O marido de Francisca acaba de sair para o trabalho. O emprego dele é ser segurança de um departamento de shopping. Sai de casa antes das onze, trabalha durante a madrugada, e só volta depois do sol nascer, por volta das sete horas da manhã. Não é um homem muito bonito, nem tem um corpo chamativo. É velho, com a cabeça grisalha. Apesar disso namora uma linda mulher. Linda e sexy. Todo mundo se pergunta o porquê de uma mulher tão bonita e sensual, "mulher boa", como dizem os admiradores, se envolver com um homem desse, nesse estado. Alguns dizem que é o dinheiro. Mariano, como é chamado o segurança, recebe um bom salário para exercer esta profissão. O ordenado dá para sustentar confortavelmente quatro pessoas, e ainda sobra um dinheirinho. O marido dá tudo que a mulher pede: comida, roupas, produtos de beleza (para o cabelo, o corpo, sem falar nas caríssimas maquiagens que Mariano compra, tudo de marca famosa). Ela sempre se sentiu muito satisfeita por isso, pois sempre quis ter um esposo que lhe pagasse as contas. Mas há um porém. Engraçado, sempre há um porém, não é? Uma reclamação ou um motivo para fazer com que sua felicidade não seja 100%. Esse porém diz respeito ao comportamento de Mariano na cama. O segurança não dá conta dos desejos e fantasias da esposa. E o motivo está bem embaixo do nosso nariz: ele é bem mais velho do que a mulher. Mariano, com 52, não possui a energia exigida de Francisca, que tem apenas 22 anos.

É desnecessário relatar aqui a forma em que se conheceram, nem como é que é, especificamente, o casamento deles. Necessita-se apenas de um resumo: Mariano não consegue dar conta de Francisca na cama e, a jovem, por conta disso, lhe bota todo santo dia, ou quase todo santo dia, um par de chifres. Ninguém do bairro sabe disso, alguns podem até desconfiar, mas não têm a prova concreta nas mãos, o que seria interessante. Somente duas pessoas sabem que Francisca tem um amante: a própria Francisca e seu amante, o Guilherme, universitário e vizinho da moça. Se conheceram no dia em que o rapaz se mudou para a rua. Ela estava sentada em frente de casa, ele saindo para um passeio pelo bairro (para conhecer o território) e aí os dois se viram e aí um sentiu atração pelo outro. Não vou dizer especificamente como foi o primeiro papo dos amantes, nem como foi a primeira transa, pois tudo isso merece ser descartado. O importante é mostrar que frequentemente Guilherme faz uma visitinha a jovem, minutos depois de o coroa ter saído. (É bom destacar que o coroa nunca se amigou com o vizinho, pois a diferença de idade entre eles dificulta uma aproximação e Mariano prefere conversar com pessoas que possuem a mesma idade dele, ou que seja mais velho, ou alguns anos mais novo).
A visita de Guilherme ocorre mais ou menos assim:
Mariano sai toda noite para o trabalho. Antes, porém, dá um cheiro e uns carinhos e afagos na mulher que, sob o lençol, está deitada na cama, "morta de cansada", como diz. É uma bela visão, a Francisca de pijaminha cor branca, deitada sobre a cama. Qualquer homem que a vê já pensa em sacanagem e quer passar a mão pelo corpo da moça. Mariano é homem, e também marido dela, o que lhe dá a autoridade e liberdade suficientes para fazer o que ele sempre faz: retira o pano de onde está, sobre a moça, e começa a vasculhar a calcinha, para depois cheirar a mão e dizer que aquela "bucetinha" é "muito cheirosa". Francisca odeia quando ele faz isso, mas antes de o vizinho chegar na localidade ela até que gostava, entretanto não gosta mais, sente repulsa do marido. Acha-o nojento, com "bafo de fumo e cachaça". Dá graças a Deus quando o esposo sai de casa. "Vê se não volta mais, marmota!", é o que sempre diz, baixinho, é claro.
Minutos depois de o marido sair para o trabalho, a moça escuta uma música tocando perto dela: é o Guilherme, ligando para saber se já pode ir. Ela diz que sim, que já pode ir. O rapaz dá um jeito de, discretamente, sair de sua casa e pular o pequeno muro, que protege a residência do casal. Para ele é bem fácil fazer isso, sem que ninguém veja, porque a frente da habitação é repleta de plantas altas e volumosas. A porta está aberta e o rapaz entra. Sabe onde fica o quarto, afinal, já se passaram mais de cincos meses que ele e a jovem vivem nesse amor perigoso. Chegando no quarto, o vizinho não dá nem boa noite, pois já é de casa. É necessário apenas um olhar safado para deixar a moça feliz. Se desloca até a cama, a morena continua lá. É importante destacar que a esposa traíra é morena, morena no sentido de ter os cabelos bem pretos, mas possui a pele clara que, graças aos produtos comprados pelo marido, é também macia, sedosa e possui um cheiro muito agradável. Como Guilherme gosta de cheirar essa pele! É uma fragrância muito adocicada.
Guilherme sobe na cama, Francisca continua deitada, prefere esperar as investidas do seu amante. Este sabe muito bem que ela deseja isso, a investida. Por conta disso, se aproxima dela e começa a agarrá-la, a assediá-la. Passa as mãos pelo interior da calcinha, da mesma forma que o marido faz. Guilherme não sabe disso, que Mariano também o faz. Tenho a impressão de que todo homem é assim: gosta de vasculhar uma calcinha. Agora ele cheira as mãos. Coloca os dedos na língua e começa a chupá-los para, em seguida, introduzi-los dentro da jovem. O faz demoradas vezes. Ela continua paradinha, quieta, só saboreando a sensação. Ele faz de novo... e, depois. de novo... E ela continua... continua quietinha, agora fazendo biquinho. Guilherme, em vez de chupar, ele mesmo, os seus dedos, fornece-os para Francisca, para que esta faça o serviço. Ela os chupa, chupa com vontade. Os amantes ficam nesse swing por bastante tempo, depois rola a transa. O vizinho pretende colocar a camisinha, mas sua garota não deixa, não agora, pois quer praticar sexo oral, que só presta quando o parceiro não usa o preservativo. O jovem diz que tudo bem, faça o que quiser. A moça pega no pau e começa o processo que precede o sexo oral: acaricia os testículos, sente o cheiro dos dedos; depois faz o mesmo com o pênis, depois aspira a fragrância dos dedos; em seguida dá uma cuspida na cabeça do pau e, só depois disso, chupa-o com vontade. A mulher tem experiência. Agora é hora de colocar a camisinha. Francisca sabe vestir um pênis com um preservativo. Segura o saquinho pela bordinha e, com a ponta deste voltada para cima, encaixa-o sobre a cabeça daquele pau, que já está todo brilhoso de tanto ser chupado, e desce as bordinhas, que vão rolando a medida que estão sendo abaixadas, deixando para trás uma parte do pênis coberta de borracha. Quando termina de colocar o preservativo no jovem, a moça ainda pratica mais uma vez o sexo oral. Em seguida se posiciona, de cócoras, sobre o pênis e começa a se movimentar. Sobe e desce num ritmo alucinado. E ficam assim, nesse chamego, por demorado tempo, que não sei dizer ao certo, mas que foi muito prazeroso. Às vezes trocavam de posições: a moça ficava sentada e cavalgando, ele ainda deitado; a jovem deitada com as costas sobre a cama, de pernas arreganhadas, e ele por cima dela, penetrando-a com bastante força; e, por fim, Francisca deitada de costas para cima, com seu amante também por cima dela, movimentando-se com mais força. Nessa última posição foi que os dois gozaram. Não sei dizer quem gozou mais que quem, mas que os dois gozaram muito, gozaram. Quando terminaram, ficaram deitados, abraçados, conversando sobre não sei o quê. Ambos estavam cansados e sonolentos, queriam tirar um cochilo. Dava para fazê-lo. Não tinha problema, poderiam acordar de madrugada, algumas horas antes de o marido chegar(caso botassem o celular para despertar), e também antes de a rua ficar movimentada. Quando acordassem, Guilherme iria para casa. Executaram a ideia. Dormiram coladinhos um ao outro. Por volta das cinco da manhã, o celular despertou, Guilherme acordou, se levantou e foi embora. Antes, deu um beijo de despedida, um bom dia e um "até mais tarde". Francisca ficou acordada até o momento de ouvir a porta de seu quarto bater, depois dormiu, para ser acordada pelo marido daí a poucas horas.

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