segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ontem ela estava ousada




Não tem nada melhor do que dar uns amassos em cima do sofá, principalmente quando se está deitado e sua namorada está em cima de você, com aquele short jeans curtinho. Fica melhor ainda quando sua gata está num daqueles dias em que a ousadia toma conta dela.
Imagine só. Você está no seu quarto e, de uma hora para outra, ela te liga, dizendo que está com vontade. Está doida pra ficar contigo hoje, quer transar e fazer outras coisas pra te deixar louquinho, louquinho. "Amor, vem pra cá, vem. Estou com tanta vontade... Quero te dar um boquete. Quero te fazer gozar e, depois, limpar teu pau com minha língua.", é  o que ela diz, no telefonema. Você fica sem reação, não está acostumado com aquilo. "O que foi que deu nela?", pergunta a si mesmo. Fica espantado, mas é difícil deixar o espanto tomar conta de você nessas horas, não é? É claro que é. Às vezes tenho a impressão de que o desejo por sexo supera qualquer outra coisa, mas é apenas uma impressão e nada mais. Mas, voltando ao devaneio... onde é que eu estava mesmo? Ah, sim, continuando...
Depois que ela te convida a ir na casa onde mora, pra fazer coisas impressionantes, você, que não é nada bobinho, sai correndo do lugar onde está, pra aproveitar o dia, ou a noite, ou a madrugada, tanto faz, nunca se sabe quando vai ser o dia de ousadia de uma mulher.
Chegando na casa, você dá um toque para celular dela, querendo avisar que acabou de chegar. A jovem lhe manda um torpedo, dizendo que o portão está aberto, assim como a porta de entrada e do quarto, "é só entrar". Você ficava descontrolado, consigo até imaginar sua cara de bobo, é muito engraçada.
Depois de entrar na residência, é hora de procurar o quarto, quer dizer, não necessariamente procurar, pois você já conhece o quarto dela direitinho e sabe onde está localizado, por isso o encontra rapidinho. A porta está aberta. Você entra e vê sua musa inspiradora deitada na cama, vestindo a mesma roupa que usava na última vez que a viu: short, cinto, blusa e sandália. Ela começa a sorrir e rolar pela cama, dizendo: "Vem, vem, meu cachorro. hoje eu quero que você me coma, com força, muita força. Vem, está esperando o quê? Quer que eu vá aí te buscar?"
Não, com certeza não. Você não vai ficar ali, esperando ela te buscar, vai? Você não é burro, eu sei disso. Tenho a grande certeza de que, no mesmo instante, você iria correndo e, como se fosse em uma piscina, pularia na cama. Esta, no momento da queda, fez um barulho enorme, ensurdecedor. "Será que o meu sogro ouviu?", você pergunta a ela. No mesmo instante ouve a resposta: "Não, bobinho, meus pais foram viajar. Só chegarão amanhã a tarde. Estamos sozinhos aqui em casa. Vamos aproveitar. Vem, quero foder na sala."
E a gatinha te arrasta pra sala, especificamente pra aquele sofá, o seu lugar preferido pra namorar. É claro que seu sogro tinha ódio de te ver ali, sentado, quer dizer, deitado no sofá dele, prestes a comer a filha predileta. Mas seu sogro não está ali. Está só você e ela. Estão os dois sozinhos, por tempo quase ilimitado, pois são várias horas. É algo que não se pode desperdiçar. Por conta disso, você se deita e fica ali, sobre móvel, esperando a próxima investida da namorada. Ela não perde tempo e, praticamente no mesmo instante em que você se deita, pula em cima de você, te beijando todo. Passa a mão por baixo de sua camisa... Lambe o seu pescoço... Dá umas mordidinhas na sua orelha... Em seguida pede pra ser assediada. Você fica ainda mais espantado. Não com ela, mas com a si próprio. Você sabe muito bem que, quem tem fama de tarado e beijoqueiro, se espanta quando, sem mais nem menos, fica sem reação na hora H. Ainda bem que isso é passageiro. Recobre a consciência sem vergonha e começa a manifestar seu  lado tarado. O desejo toma de conta e faz com que você faça coisas que, até então, nunca teve coragem de fazer: chama ela de puta, de cachorra, de cadela, de safada, de tudo que lhe vier na sua mente sensualista. A namorada fica louca, está cheia de desejos e fantasias. Quer foder ali mesmo, no sofá da sala. Você diz que tanto faz e transa com ela, no lugar onde ela quiser. E é ali mesmo que rola, no sofá. São gemidos, sussurros e carícias. Mais gemidos, mais sussurros e mais carícias. Por fim chega o cansaço. Depois vem o sono e, antes do cochilo, você a olha nos olhos e diz: hoje foi a nossa melhor transa. Consegue imaginar? Pois foi isso que aconteceu comigo ontem.

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