sábado, 20 de fevereiro de 2016

Ela não é santinha




Eu estava deitado na minha cama, saboreando o meu café da manhã feito pela minha mãe, a mulher mais legal do mundo. Não tinha nada a fazer hoje. Pra falar a verdade, o que é que a gente tem pra fazer durante um feriado? Minha única opção era ficar deitado o dia todo, ouvindo música (de preferência um dos discos do Gun's N Roses, que eu havia baixado ontem) e comer algumas guloseimas, tipo doces, biscoitos e refrigerante. Não gostava de ficar preso dentro de casa, preferia sair e ir à rua, encontrar a galera e conversar, bater um papo legal e, depois, quem sabe, arranjar uma gatinha e namorar um pouco. Mas era feriado. Geralmente não fico muito desanimado durante essas datas comemorativas, mas parece que hoje não é meu dia. Ah, que saco!
Passada cerca de meia hora, que eu fiquei devaneando sobre muitas coisas, escutei uma batida na porta. "Provavelmente deve ser a minha mãe, a mulher mais legal do mundo, querendo saber o que farei hoje", pensei, antes de me levantar e ir até a porta. Como era de se esperar, minha querida mãe estava lá com uma cara sorridente (ela tem um dos sorrisos mais legais do mundo) perguntando o que eu iria fazer hoje: "O que você vai fazer hoje, meu filho? Não vai ficar trancafiado dentro de casa, ou vai?", ela perguntou. Eu disse: "É mãe, vou ficar dentro de casa, o que é que tem pra fazer num dia como esses?"; ela respondeu, perguntando: "Poderia chamar um de seus amigos pra vir aqui, jogar vídeo game com você. O Lucas, por exemplo. Poderia chamar a Maria, ela gosta tanto de você, quem sabe vocês não se entendem, hein? Eu queria ser a sogra da Maria. Você sabe muito bem disso. Quer que eu a chame?".
Mamãe era assim, fazia questão que o único filho dela estivesse feliz. E quando falo que a mulher faz de tudo, ela faz de tudo mesmo. Queria porque queria que eu namorasse com a Maria, a minha vizinha, uma jovem que, confesso, acho uma gata e que me atrai bastante, só tem um porém. Minha mãe não sabe, mas Maria, ao contrário do que ela pensa, não é essa santinha. Fica com um e com outro, até eu fiquei com ela. Transamos várias vezes, mas a Dona Catarina, como é chamada a minha mãe, não sabe de nada. Sempre achei divertido o fato de eu foder com um garota que mamãe jura ser uma santa e a moça mais adequada para ser a mulher da vida de seu filho. Sempre me aproveitei disso, do favorecimento de mamãe. Maria também adorava, era bastante paparicada por dona Catarina. Tinha toda a liberdade pra entrar na casa onde moro e se sentir como se estivesse em sua própria casa. Comia, bebia(mas não lavava a louça!), assistia televisão, mexia e futricava no computador e fazia umas visitinhas no meu quarto, coisa que eu adorava. Por incrível que pareça, minha mãe nunca desconfiou da nossa pegação no meu quarto, que fica ao lado do dela. É claro que tinha acústica nos dois, mas mesmo assim qualquer pessoa desconfiaria, acho, pelo menos eu, porque Maria não saía lá de casa, às vezes até dormia, no meu quarto, e eu, no sofá, mas só de mentirinha.
Quando minha mãe ia pra cama e eu já estava pronto pra dormir na sala, lá vinha a morena, toda fogosa, pulando em cima de mim,querendo fazer sacanagem. Confesso que ficava morto de medo de sermos pegos em flagrante, por isso eu a agarrava e a arrastava para o quarto, e lá dentro transávamos a vontade. Você não tem ideia de como essa jovem é ousada na cama. O cara tem que ser muito experiente pra não entrar no orgasmo em menos de dez minutos. Eu, como já tinha ficado várias vezes com ela, conseguia dar conta da gata, passava mais de meia hora fodendo. Ela é muito dominadora, na minha opinião, gosta de um sexo muito agressivo. Fazer love não é com ela, disso eu tenho certeza. E tem um fome...Quanto mais desejo ela tem, mais exigente a garota fica. Quer que eu faça tudo pra que ela sinta prazer e entre no orgasmo. "Eu quero gozar, anda, cachorro, me lambe!" é o que Maria sempre me diz. Minha única opção é obedecer. É assim que funciona, você primeiro faz o serviço para depois ser recompensado, não é? Com a Maria é do mesmo jeito. Você tem que fazer o que a garota quer, para depois ela te deixar louco de tesão.
Foi por conta do jeito de Maria que decidi responder a pergunta da minha mãe, dessa forma: "É mãe, que ótima ideia, pode chamar a Maria, a gente tem muita coisa pra conversar". Mamãe ficou toda contente, só não deu pulinhos de alegria porque não era disso. Mas que ficou contente, ficou. Foi quase correndo para o telefone, querendo ligar, de forma urgente, pra Maria, querendo que esta viesse logo, pois "meu filhinho está doido pra te ver". Eu fiquei ali, parado na porta do quarto, só escutando e rindo do jeito que minha mãe falava de mim para a santinha, que não tem nada de santa.

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