quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Ela não é mais santinha




Ela é uma garota de apenas 18 anos. Uma maturidade e inteligência de 30. É cem por cento  inteligente e esforçada. E independente também. Independente no que diz respeito a homens. Fica com qualquer um. Para essa jovem, qualquer um serve. Só se apaixonou uma vez na vida. E se sente constrangida por isso. O motivo é bastante simples. O seu primeiro namorado fez dela gato e sapato e depois, sem mais nem menos, lhe aplicou um digno pé na bunda. Luanna se sentiu muito humilhada.
Passou semanas em uma fase depressiva. Queria reatar o namoro. Queria o homem de sua vida só para ela. O garoto não estava nem aí. Ficava com várias ao mesmo tempo, enquanto que a jovem se trancafiava no seu quarto por vários minutos de sofrimento. Esse período, entretanto, acabou. Literalmente. Adquiriu um ódio extremo aos homens. Principalmente os machistas, que somente pensam com o pênis. Agora, para Luanna, homem serve apenas para saciar seus desejos. Nada mais que isso. É como um copo descartável. Você o pega em qualquer lugar e, depois de usa-lo como quiser, joga-o no lixo ou no meio da rua, para que o vento o carregue. Nunca pensou que seria assim um dia. Até antes de sofrer com a dor de amor, Luanna sonhava em viver um conto de fadas com um príncipe encantado. Ela encontrou o seu príncipe, mas no final descobriu que era um sapo. Agora é diferente. Ficou mais atrevida. Mais soltinha. Mais ousada. Ao contrário do que fazia antes da fase deprê, a jovem agora anda acordando bem tarde. Preferiu ter uma vida vampiresca. Passa a maior parte do dia dormindo e estudando. Quando chega a noite, ela sai de casa e vai dar um rolezinho por aí. Só chega de madrugada. E quando isso acontece, invariavelmente está acompanhada. Os vizinhos sempre comentam. "Essa menina, heim. Antes era santinha, agora... tá toda assanhadinha pro meu gosto.", é o que sempre dizem o fofoqueiros de plantão, que ficam até altas horas nas calçadas de suas casas futricando a vida alheia. Luanna não dá a mínima para eles. "Que se danem, estou curtindo a minha vida, seus idiotas!", é o que a garota geralmente pensa a respeito das fofocas. Faz o que quer, quando quer. Fica com um, dois e até três se quiser, afinal, o corpo é todo seu e de mais ninguém. "Nem o meu pai reclama. Por que que esses idiotas querem se intrometendo na minha vida?" Engraçado... disso Luanna está certa. O pai dela nunca reclamou. Tem admiração pela filha. Sabe do sufoco passado por ela naquele tempo. Por conta disso preferiu apoiar a nova vida de sua filha. "É melhor do que ver ela sofrendo", é o que sempre diz o pai da moça. E a jovem se aproveita da liberdade. Não é raro um dos ficantes da Luanna tomando café da manhã com os sogros temporários. A mãe, já acostumada com a nova vida da filha, geralmente sempre prepara uma comidinha a mais, caso Luanna tenha visitas.
Na escola ela é bastante popular. No tempo em que se achava uma idiota, a moça não fazia muitas amizades no colégio. Hoje em dia não. Todo mundo gosta dela, por ser uma garota de atitude. Os homens são a maioria. Se vangloriam de ter tido um papo com ela alguns instantes atrás. Os que ficam com ela se vangloriam mais ainda. Se sentem os tais. Os machões, que sabem pegar mulher. Pra falar a verdade, se sentem dominadores. Fala sério! Quem vê a cena sabe muito bem que não é Luanna que é dominada por eles, muito pelo contrário... Quando quer ficar com um, a garota só faz dar um pequeno assobio, como se estivesse chamando um cachorro, que o rapaz, para o qual o sinal sonoro está sendo enviado, vem em sua companhia. É o mesmo que está vendo uma pessoa sendo hipnotizada. As amigas de Luanna ficam admiradas com a habilidade da jovem. Queriam ser que nem ela. Queriam tratar os homens como um copo descartável também. Ou seja, as amigas de Luanna queria ser dominadoras.
E agora lá vai ela, para mais uma de suas noitadas. Está saindo sozinha, mas quem a conhece sabe muito bem que ela volta acompanhada de um rapaz desconhecido, tanto para ela quanto para quem o vê. Depois de algumas horas Luanna volta. Como esperado, não está sozinha. O garoto que está com a garota aparenta ter a mesma idade que a moça. Esta o leva para o seu quarto e começa aquilo que tem que ser feito. Os dois estão agora na cama. Ela o beija. Não um beijo romântico, mas aquele que possui uma pegada. Existe uma dominação entre eles. É ela que o está dominando. Sentada sobre ele, a garota tira a sua blusa, ficando só de sutiã e calça, daquelas parecidas com as usadas em academia. Ela o beija mais uma vez. Pede, sem nenhum pingo de timidez, para que o jovem passe a mão nela, pois adora ser assediada. Ele obedece, como um garoto obediente que é. Passa a mão na bunda dela e a aperta, aperta muito. Ela geme, ofega e demonstra que quer mais, muito mais. O rapaz faz de novo, e mais uma vez. Coloca a mão por dentro da calcinha da moça e começa a vasculhar o interior daquela região. Luanna fica descontrolada. A jovem o pede que a carregue para a parede do quarto e lhe trate como uma vagabunda. O rapaz a obedece, por ser um garoto obediente e disciplinado. Luanna é carregada para o lado oposto do quarto. Fica entre a parede e o rapaz cujo nome já estava esquecido para a jovem. O desconhecido tira a camisa. A ex-santinha o abraça, passando suas unhas sobre a pele do moço que, já totalmente louco de desejo, começa a fazer movimentos com as pernas, para demonstrar que quer urgentemente penetra-la. Ela sabe disso, já está acostumada. Decide não dar a mínima para o que o rapaz deseja. Pois Luanna sempre vai fazer o que quiser, ninguém manda nela. Isso nunca vai mudar.

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