quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cinquenta Tons de Cinza: o melhor livro erótico.





Certa vez, estava na biblioteca pública de minha cidade à procura de um livro. A hesitação me dominava, literalmente. Um leitor como eu, quando termina de degustar uma obra literária, não tem ideia de qual será a próxima. Tenho a feliz impressão de que todos os bons leitores são assim. Acho isso muito legal. É como se fosse uma caça ao tesouro. E é uma verdadeira caçada. Isso porque levo um tempão vasculhando por prateleira e por mais prateleira um romance para dar uma lida. Às vezes achamos um com uma capa bastante interessante, bonita ou cheia de marketing. Às vezes somos capazes de encontrar livros que, ao olhar pela capa, julgamos ser bom ou não. Pois foi bem isso que aconteceu comigo quando dei de cara com o livro Cinquenta Tons de Cinza.
Não fui muito com a cara dele. Isto é, da capa. Já tinha ouvido falar da obra escrita por Erika L. James, mas havia percebido que apenas as mulheres falavam dela. Não dei muita atenção para esse romance. Achava que não tinha nada a ver um homem ler um livro do qual a maior parte dos leitores são leitoras. Preferir não lê-lo. Entretanto, fiquei bastante curioso. O motivo estava estampado na capa (ou, como diria os brincalhões, na frente do meu nariz). Apareceu uma indagação na minha cabeça, do nada. Se era um livro feminista, então porque tinha uma gravata ilustrando a capa? Decidi, então, ler o que constava na orelha do livro. Uma garota que é atraída por um homem rico e sensual que, ao mesmo tempo, é um sádico?, pensei. Achei que poderia ser interessante. Decidir ler as primeiras páginas. Rapidamente esqueci-me do pensamento machista. O texto, que estava muito bem escrito, me prendeu. Ao contrário do que diziam os leitores machistas, não havia nada de frases ou orações que apenas garotas poderiam interpretar e compreender. Notei que qualquer pessoa, independentemente do sexo ou do desejo sexual, poderia entender claramente o que estava escrito no livro e, com certeza, seria levado a, até, gostar dele. Foi o que aconteceu comigo. Fiquei literalmente preso ao romance. Passava mais de quatro horas por dia lendo-o. Ficava fascinado pelo o modo como a autora falava de sexo. Falava de um modo tão simples e, ao mesmo tempo, formal. Não tinha nada de vulgar, muito pelo contrário. Era absolutamente normal. Era apenas uma garota virgem que se apaixonou por solteirão rico, famoso, empresário bem sucedido, jovem e bonito. É o tipo de homem que toda mulher sonha. E todo homem quer ser. É claro que Cristian Grey, como é chamado o galã, é cem porcento sádico. Gosta de espancar as mulheres, com a finalidade de saciar seus desejos e fantasias sexuais. Apesar disso, nenhuma mulher se sente apavorada por ele, muito pelo contrário. Para elas, se pudessem escolher um tipo de homem para casar, esse seria do tipo de Cristian. São todas a favor apoiadoras da jovem Anastasia Steele, a personagem principal da obra e que exerce com Cristian um relacionamento que sempre teve certeza que não tinha nada a ver com ela. Isso foi mudado pelo fato de a garota ter se apaixonado pelo empresário que a convidou para ser sua submissa. Submissa... Acho essa palavra bastante interessante, diz respeito a uma mulher que é na verdade uma serva de seu dominador. No caso da trama, Anastasia é a submissa e, Cristian, o dominador. Dominador este que no final das contas acaba fazendo uma coisa que morria de medo de fazer: se apaixonar. E olhe que isso é apenas um breve e pequeno pedaço do resumo do que ocorre no primeiro livro que, na minha opinião foi um dos melhores livros que já li em toda a minha vida. Não posso exagerar tanto nos elogios a essa obra, pois tenho que economizar para a continuação da trilogia de Cinquenta Tons (Cinquenta Tons mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade são a continuação), que, infelizmente, não posso abordar aqui, neste post. Por fim, concluindo, só tenho uma única coisa a dizer: considero a obra Cinquenta Tons de Cinza um dos três melhores livros eróticos de todos os tempos. Os outros dois eu não preciso nem dizer, certo?

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