sábado, 13 de fevereiro de 2016

A vingativa




Você acorda em plena segunda-feira, por volta das oito da manhã, e dá de cara com uma gatinha desconhecida deitada na sua cama. Ela, pra variar, não tem ideia de quem você seja. Nunca te viu. Quer dizer, viu você ontem, em uma balada no centro da cidade. Você não viu ela, nem sabe como rolou, mas eu vi e sei como rolou, por isso vou relatar o que aconteceu, seu banana.

Josh é o apelido de Gustavo, um garoto de 18 anos que ainda mora com os pais, em apartamento localizado numa área de classe média. Sempre foi mulherengo e bastante popular entre as garotas. Não haveria de ser de outra maneira. O rapaz é o que as moças chamam de menino bbb: Bom, Bonito e... esqueci o significado do outro "b", mas deixa pra lá, não tem importância... pelo menos agora. Ah! Sim, me lembrei. O outro b é de bundudo. As jovens acham a bunda do rapaz bem gostosinha.
No dia em que Josh foi a festa, ele estava ficando com uma menina da idade dele e que era muito metida. Gustavo já estava abusando da cara dela, e também de seus modos. Ficava o tempo todo ligando para ele, perguntando o que o rapaz fazia naquele momento. Josh, sem um pingo de bom humor, dizia: estou falando com você, não está vendo?
O relacionamento deles era dessa forma, a namorada irritando o namorado e este tratando-a com ignorância e indiferença. Sabia muito bem ele que esse namoro não iria durar o tempo que ela queria, para o resto da vida, como dizia a moça.
Foi por conta disso, do desânimo causado por um relacionamento chato, que o querido e lindo Josh decidiu ir a uma festa e curtir o que havia lá dentro. Comprou o ingresso e, quando já estava arrumado e cheiroso para a noite, ligou para a namorada e disse, com a maior cara de pau, que iria para uma balada sozinho e desacompanhado. Queria encontrar alguém legal pra ficar, beijar na boca e dar uma transada. A namorada, como é de se esperar de uma garota apaixonada e ciumenta, ficou completamente irritada. Se estivesse perto de Josh naquele momento, provavelmente teria dado uma surra tão grande no rapaz, que este teria ficado assim:

Mas ela não estava perto dele, por isso Gustavo escapou... por pouco, muito pouco.
Depois da ligação, o querido e ousado Josh foi para a festa. Chegando lá, bebeu, caiu, levantou e fez tudo de novo. Beijou várias garotas. Ele se lembra das moças com quem ficou antes de ficar bêbado. Foram mais de cinco, uma mais bonita que a outra. Quando, por fim, o álcool já havia dominado a consciência do rapaz, aconteceu coisas que, pra falar a verdade, ele não se lembra e provavelmente nunca irá se lembrar, mas, se tivesse se lembrado, iria gostar muito, a ponto de querer um bis.
O que ocorreu foi o seguinte. Na mesma balada, havia uma garota que tinha um visual totalmente punk, com direito a alargador e cabelos pretos um pouco assanhados. Não conhecia Josh, mas a namorada dele (aquela que tinha ficado irritada no telefonema), da qual não gostava nem um pouco, conhecia, pois as duas tinham brigado fisicamente, por um motivo desconhecido e desnecessário aqui. Marina, como era seu nome, queria vingança. Como havia dito anteriormente, Marina não sabia quem era Josh e, muito menos, que ele era namorado da rival. Quem avisou a moreninha foi uma amiga."Aquele ali, Mari, é o Gustavo, conhecido como Josh. É o namorado daquela chata que não vai com a tua cara e com quem você brigou na semana passada. Ouvi falar que ele não quer mais namorar com a vaca, mas a doida não sai do pé dele. Acho que eles terminaram, ou então o gatão deu uma 'escapadinha' e está aqui pra botar uma galhada na doida", foi o que disse amiga. Assim que ficou sabendo, a jovem não perdeu tempo e já criou um plano bastante maldoso: iria ficar com Josh e, depois, daria um jeito de fazer com que a rival ficasse sabendo do que rolou. Esperou até que ele estivesse sozinho em um local reservado e partiu pra cima. Não teve muita dificuldade de iniciar um bate-papo com o jovem, pois tinham muito assunto pra falar e muita coisa em comum. Gustavo também curtia rock, daquele tipo bem pesado, como Cannibal Corpse, Gorgoroth e Dark Funeral, assim como Marina. Passaram um tempão conversando e, depois de alguns minutos de cantadas e sinais da morena, o moço começou a se interessar por esta. Para a alegria da moça, foi Josh quem deu a iniciativa. Achou ele bastante experiente e ousado, além de ser muito taradinho. O beijo que ele deu nela foi daqueles bem safados, sabe? Muita gente ficou olhando os dois fazerem aquilo. É claro que estava um pouco escuro, o lugar, mas, mesmo assim, dava para ver a cena. Os amigos e conhecidos de Josh ficaram espantados. Apesar de ele não conhecer Marina, muitos dos seus amigos que estavam ali conheciam e sabiam ou tinham ouvido falar da briga. Marina sabia que muita gente ali dentro sabia do evento e que, também, conhecia Gustavo. Ficou toda triunfante por isso. Entretanto, era apenas uma parte do plano. O melhor estava por vir.
Depois de muito beijo na boca e pegação, era ora do rale e rola. Marina queria transar com Gustavo. Não sabia onde, mas teve uma ideia: seria na casa dele, no quarto dele ou... melhor,  na cama dele. Levou Josh até um ponto de táxi e adentraram no que estava parado em frente da boate. Marina não sabia onde Gustavo morava. Por isso ligou para aquela amiga e pediu o endereço. Falou para o taxista que, em poucos minutos, conseguiu encontrar a casa. A jovem pagou o motorista e, com muito esforço, conseguiu convencer o rapaz a sair do carro. Entrar no apartamento foi a parte mais fácil. Assim que viu Josh, o recepcionista informou Marina onde ficava o apartamento e ajudou-a a carrega-lo. A mando dos pais de Josh, o recepcionista disse à Marina (o recado era pra Josh mas, como este estava bêbado, foi dado para a garota) que o rapaz ficaria sozinho em casa esta noite, pois os pais dele tiveram que fazer uma pequena viagem à casa da mãe da mãe dele. Legal! Era tudo que eu queria!, pensou Marina. Para o guarda apenas disse que estava tudo bem, iria cuidar dele.
Chegaram no apartamento e, depois de se despedir do recepcionista, que não desconfiou de nada, Marina entrou com Josh. Não teve dificuldade de encontrar o quarto do jovem, pois este tinha consciência suficiente para dizer onde ficava. Entraram os dois no quarto e foram ambos se deitar na cama. Josh, assim que se deitou, já queria dormir. Marina não queria dormir, queria transar. Por isso, foi na cozinha e pegou algumas coisas para que ele despertasse um pouco mais, o suficiente para dar uma transada gostosa. Arranjou café, energético, comprimidos, refrigerante e deu pra ele beber. Depois de alguns minutos o jovem conseguiu se espertar um pouco. Começou a falar mais. a ficar mais soltinho e a morena se aproveitou da situação. Pegou o celular e tirou uma foto dos dois ali, dentro do quarto. Em uma delas os dois estavam se beijando. Depois enviou as fotografias para os seus amigos das redes sociais, para serem compartilhadas. Em seguida começou a tirar a roupa dele, e a dela também, e continuaram aquilo que estavam fazendo na balada: saliência, muita saliência. Teve beijo na boca, na barriga, no peito do rapaz, nos seios da moça, nas pernas dela, no pescoço dele. Teve mão passeando na bunda da jovem, no pênis (sabe de quem, não é?), nos seios, na vagina, nos testículos e em várias partes do corpo de cada um. Brincaram e se divertiram bastante. Cansaram-se a tal ponto que, quando dormiram, não ouve terremoto que os acordassem (mas não teve terremoto, leitor, é apenas uma forma de dizer que, se tivessem dormindo, não acordariam nem se ocorresse um terremoto.). Despertaram no outro dia, por volta das oito da manhã. Ele com uma ressaca daquelas, ela com um ar todo triunfante. Pois é assim que se sentem as garotas vingativas quando estão felizes, não é?

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