segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Por que não fazer na praça?




- Raquel...
- O que foi, Maike?
- Você "tá" afim?
Os dois jovens estão sentados no meio da área arborizada de uma linda praça. Em plena luz do dia Maike, que nunca teve vergonha de manifestar sua vontade de fazer sexo na frente de pessoas, insiste em transar com sua namorada ali, em plena grama.
- Maike, estamos numa praça. Você por acaso é cego?
- Não, estou vendo muito bem, se você quer saber. Estou vendo também que você está bastante tesuda hoje, minha gatinha.
- Porque que você é tão seco?
- Eu não sei explicar... Pode ser coisa de homem, sabe?
- Não sei, não. Já fiquei com muitos rapazes por esse mundo ai fora e nunca encontrei um tão seco como você.
- Você está reclamando?
- Não estou reclamando de nada, Maike. Eu só acho que você é um pouquinho exagerado. Só isso.
- E o que é que você quer que eu faça?
- Tente se controlar mais. Eu adoro fazer sexo com você, meu lindo. Essa sua fome exagerada de sexo, confesso, me dar muito prazer.
- Tem hora que eu não te entendo...
- Explique-se, por favor.
- Bem, você reclama que eu sou muito descontrolado quando o assunto é sexo, certo?
- Sim. Descontrolado, esfomeado, insaciável...
- Certo, entendi. Porém, você acabou de me dizer, olhando na minha cara, que esse meu comportamento te dar muito prazer.
- E me dá mesmo. Ficou louca quando você vem todo descontrolado pra me agarrar.
- O quê?
- O que quer dizer com "o quê"?
- Quero que você se explique, por favor, madame.
- Explicar o quê?
- Explicar esse paradoxo.
- Que paradoxo?
- Você afirmou, reclamando que eu sou muito "descontrolado". Mas adora quando eu chego todo "descontrolado" em você.
- Maike, seu burrinho, eu gosto de você descontrolado quando estamos a sós, o que não é exatamente esse caso. Estamos numa praça, meu lindo.
- Mas não vejo ninguém daqui.
- Eu também não.
- Então vamos.
- Transar?
- Ééééééééééééé...
- Aqui?
- Ééééééééééééé...
- Nunca
- Porquê?
- Porque isso não é descente para uma moça digna como eu.
- Mas eu quero transar na praça, Raquel.
- Menino, quer saber de uma coisa? Vamos sair daqui que já está serenando e eu não quero chegar em casa toda molhada.
- Vamos continuar aqui, o sereno tá fraco. Olha, presta atenção. É só uns três minutinhos de transa, ninguém nem vai perceber.
- EU NÃO VOU TRANSAR AQUI, MAIKE. ME LEVE PARA CASA, AGORA!
- Ta bom, ta bom... Está chateada?
- Não. Quer dizer, depende. Eu também quero muito transar com você, mas não aqui em público. Vamos para a sua casa que a gente transa.
- E você não queria ir para a sua casa?
- Vai começar com a discussão de novo, Maike?
- Não, imagina. Queria só chamar sua atenção, amor. Vamos, eu te levo para a minha casa.
- E tem mais alguém que me levaria?
- Vai começar com a discussão de novo, Raquel?
- KKKKKKKKKK...
E os dois jovens voltaram caminhando apressados, para escaparem da iminente chuva.

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