terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Eu sou assim




Estou confortavelmente jantando sozinha em um de meus restaurantes preferidos. Todo mundo olha para mim. Já era de se esperar. Uma mulher bonita, atraente e elegante, como eu, jantando sozinha, sendo que poderia muito bem estar acompanhada de um mister galã, é para chamar a atenção mesmo, não é? Não estou nem aí. Janto sozinha mesmo. Faço o que quero. É isso mesmo. Podem olhar quantas vezes vocês quiserem, seus fofoqueiros. Não dou a mínima para isso. Já estou bastante acostumada com esse tipo de olhar. "Uma mulher tão bonita jantando sozinha...
O que é que ela tem de errado? Qual é o problema dela, afinal?", é o que muita gente pensa quando me vê aqui, sentada em uma mesa, deliciando-me com minha lasanha de presunto e queijo, meu prato preferido. Adoro jantar sozinha. Acho que você já deve ter percebido, afinal. Quem está acostumado à prática de leitura, rapidamente interpretou ou inferiu que sou uma mulher solteira que não curte muita pegação. Poderia aproveitar muito bem a minha vida. Sou aquele tipo de mulher que causa inveja nas demais, sabe? Muita inveja, mesmo. É tanta inveja que, pelo menos é o que eu acho, elas têm mais raiva de mim por ser solteira do que se eu estivesse ficando com vários rapazes. Parece ser difícil de acreditar, mas eu chamo muito mais atenção sozinha do que acompanhada. Como é que pode acontecer uma coisa dessas? Já aconteceu isso você? Não, acho que não... Isso é impossível. Me considero uma mulher singular justamente por causa disso. Não existe mulher nenhuma como eu. Estou falando sério, muito sério. Essa é mais uma qualidade que eu tenho. Não sou mulher de brincadeira. Brincadeira tem hora, como muitos dizem por aí. Isso me faz ser bastante organizada, uma outra qualidade que está sob meu comando. Algumas me chamam de ridícula. "Não, Larissa, deixa de ser tão idiota. Vai namorar, pegar garotos, rapazes, homens, idosos... sei lá qual é seu gosto. Você é uma moça tão bonita. Isso que você está fazendo nada mais é do que uma forma de assumir que é uma idiota, ignorante e retardada", é o que geralmente escuto. Sabe de quem? De minha amigas, ué! Sim, minhas melhores amigas. É como dizem por aí: quem tem amigas como essas, qual maluca vai ir atrás de inimigos?
Não tenho vergonha de manifestar meu temperamento. Falo e faço o que quero. Não estou nem aí para a opinião dos outros. Não dependo deles para ser feliz. Quer dizer, das pessoas que me querem ver mal. Exatamente, leitor (a). A minha felicidade não depende das pessoas que me criticam demais. Apenas de algumas pessoas. Desde que me conheço por gente nunca fui de ter várias amizades. As minhas melhores amigas são aquelas que conheci há uns cinco ou mais anos. época em que estava na faculdade, escola e outros locais em que é fornecido conhecimento sobre algo. Sempre fui mais de frequentar esses locais do que festas, baladas, boates, etc. Nem na festa de formatura eu quis ir. Fui bastante criticada por isso. Não me arrependo. Fiz o que queria fazer. Me sinto muito bem por isso. Eu sou assim. Uma mulher de atitude. Por conta disso, ao invés de me levantar e, sob o olhar de indignação dos visitantes, ir embora do estabelecimento, vou continuar aqui, sentada nesta cadeira, saboreando minha lasanha, como se fosse a mulher mais incrível do mundo.

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