segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A primeira transa




Manuela olhou bem no fundo dos olhos de Raul e disse:
- Não quero mais namorar com você, Raul.
- Porque?- replicou este, totalmente chocado com a ação imprevista da namorada.
- Porque, simplesmente, não dá mais para continuar do jeito que tá.
- Mas você disse que o nosso relacionamento estava indo de vento e poupa.
- É, isso é verdade. Mas existe um porém.

- Sempre existe uma porém, Manu.
- Isso é verdade.
- Qual é, então?
- O quê?
- Ora o quê! Quero que me diga esse tal de porém, ué!.
- Não existe porém, Raul.
- Meu Deus! Você tá de brincadeira, não é?
- Não existe porém, Raul. Existe um fato.
- E que diabos de fato é esse que motiva você a terminar comigo?
- Você não transa comigo.
- Eu não transo com você?- disse Raul, já achando aquilo engraçado.
- É - respondeu Manuela, não achando nada daquilo engraçado.
- Tá. OK. A gente não transou, pra falar a verdade. Você nunca tocou nesse assunto, Manu.
- E eu preciso tocar? Você é o homem. Ou não é?
- Sou sim, Manu, mas, antes disso, sou um cavalheiro.
- Como assim?
- Não sou um tarado, para você entender melhor. Se não transamos ainda, foi porque você não quis.
- RAUL, você tá falando mesmo sério ou está só brincando com a minha cara?
- Estou falando sério.
Depois de alguns segundos de silêncio, por fim, alguém se manifestou.
- Eu estava esse tempo todo esperando uma provocação sua- disse Manuela.
- Engraçado... eu estava fazendo a mesma coisa.
- Você é o homem, Raul.
- Ah! Não comece com isso, Manu.
- Está bem.
- Tá bom, Manu, olha: eu, desde que senti o gosto da tua boca, fiquei com uma vontade tremenda de ir pra cama com você. E ainda sinto isso toda vez que te beijo. Queria tocar nesse assunto, mas não quero parecer um tarado, sabe? Você me atrai muito, gatinha. Te acho muito gostosa, tá ligado! Me masturbo todo santo dia, pensando em você.
- Nossa... isso é tão excitante. Foi a coisa mais sincera que escutei de você.
- Então?
- O que você quer dizer com então?
- Vamos deixar de conversar, discutir, debater, ou seja lá o que for sobre isso e marcar um transa, que tal?
- Seria legal.
- Mas antes temos que pôr um ponto final nesta discussão.
- Por mim tudo bem.
- Tudo bem mesmo?
- Tudo bem.
- E quando é que você quer que seja?
- A transa?
- Exatamente.
- Que tal agora, aqui, de frente pra esse lindo pôr do Sol?
- Você que manda, amor. Mas você não acha que pode ter alguém nos espionando?
- Não. É muito raro passar alguém por aqui em dia de Sábado, você sabe muito bem disso.
- Então... mãos a obra. O que você quer que eu faça?
- Tira essa camisa e me beija, passando a mão na minha bunda. Depois, meta ela na minha calcinha e comece a massagear meu negocinho. Depois... Ah! deixa pra lá! A gente improvisa.

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