terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Novas sensações




Larissa acordou mal humorada em plena véspera de ano novo. A festa de ontem na casa da Laís foi um fracasso total. Quer dizer, o ambiente da festa até que foi interessante. Teve muita bebida, muita comida, muita música, muita dança e muita agitação. Seria a melhor festa deste ano de 2015 e, para a jovem, serviria como reduto para acomodar e destruir, ou tentar esquecer, todos os problemas ocorridos no mesmo, para que, em 2016, não entrasse com o pé esquerdo. O problema foi quando, na hora de fazer aquilo que ela mais gostava de fazer, ficar com um garoto, deu tudo errado. Mais uma vez...
O dia 31 de Dezembro na qual Larissa sempre está presente é comemorada invariavelmente na casa dos pais da garota que, naquele ano, tinha 19 anos. Os pais da jovem sempre foram muito rigorosos com Larissa. Esta não podia fazer nada do que eles não permitiam que ela fizesse como, por exemplo, namorar. Para driblar essas dificuldades a garota sempre arranjava um jeitinho de burlar a lei familiar decretada pelo pai. Saía escondido de casa, no meio da madrugada, para ficar com alguns garotos na esquina da rua. As vezes ficava com um. Outras vezes com dois ou mais. E não ficava só no beijo. Semana passada, quem passasse por aquela esquina poderia ver uma bonita jovem transando com quatro rapazes, na maior sacanagem. Pois é, a garota tinha um apetite sexual fora do normal. Aproveitava o tempo disponível durante os intervalos das aulas para beijar muito. Ficava com qualquer tipo de menino. Não importava se era muito mais velho ou mais  muito mais novo do que ela. Larissa, uma estudante concluinte do ensino médio, pegava garotinhos que ainda estavam no ensino fundamental. Também já havia ficado com funcionários da escola. O zelador. O jardineiro. O auxiliar do almoxarifado. Arrastou sua asa até para o velhinho aleijado, vigilante da escola. Com este não ficou. Mas com os outros Larissa fez a festa. Como diria a gíria popular: "Ela passou o rodo na escola inteira". Isso era motivo de muitas críticas por grande partes de suas amigas que, na escola, eram poucas. As garotas em geral tinham inveja da ousadia e da atração que os rapazes sentiam por ela além, é claro, da beleza. Mas a falta de amigas não era considerado um problema para a morena  e de pele clara, pois só gostava de se amigar com os rapazes. Estes a conheciam desde o dia em que pisaram na escola, alguns no dia em que foram realizar a matrícula. Larissa é chamada pelos alunos e funcionários da instituição por "recepcionista da escola". E a denominação é perfeita para a jovem, pois nenhum homem ou garoto que ficou com Larissa disse que deu a iniciativa, muito pelo contrário... Como uma verdadeira guia de turismo ela se chegava nos novatos e induzia-nos a acompanha-la por um passeio pela escola. Um passeio exuberante e totalmente prazeroso. Infelizmente o período letivo tinha terminado e, com ele, a diversão de Larissa.
Na véspera de ano novo o dia amanheceu totalmente nublado. Para se acrescentar ao tom cinzento da cidade ainda tinha um frio que não alegrava ninguém que gosta de uma praia, como a Larissa.
Assim que acordou a garota, depois de escovar os dentes e fazer suas necessidades, foi rapidamente para a cozinha. Tomou café e ia saindo, quando o pai gritou:
- LARISSA, ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI? NÃO ESTÁ VENDO QUE O TEMPO ESTÁ BONITO PARA CHUVA?
- Vou na casa da Taís.
- Não vai não.
- Por que?
- Por que não, você me deu muito trabalho nesse ano, Larissa.
- E daí? Eu sempre te dei trabalho mesmo, não foi?
- Isso é verdade...
- Então?
- Então o quê?
- Posso ir ou não à casa de Taís?
- Falou com sua mãe?
- Ela está aqui?
- Não, ligue para ela.
Larissa ligou para a mãe e, depois de alguns segundos, a mulher atendeu a chamada e, com o som saindo do viva-voz, o pai da morena pode ouvir a autorização recebida por Larissa.
- Pode ir, minha filha. Disse a mãe
- Obrigada, mamãe. Te amo.
- Eu também.
Desligando o aparelho, Larissa se virou para pai e disse:
- Pronto, está satisfeito agora papai?
- Agora sim, minha querida.
Larissa saiu de casa e, em menos de 10 minutos de caminhada, chegou à casa de Taís, sua melhor amiga.
Chegando lá, depois de tocar o chamador do portão e ser recebida pela mãe da amiga, Larissa subiu as escadas que levam até o quarto da garota.
Taís estava deitada de bruços, com um pequeno e justo short vermelho que mostrava mais do que deveria mostrar, além de uma blusinha amarela substituindo o sutiã. Larissa, assim que entrou, viu a posição da jovem e sentiu uma atração que, até aquele momento nunca tinha sentido por uma mulher: desejo. Larissa não era fã de sexo com mulheres. Não tinha nada contra. Pra falar a verdade, ela nunca tinha visto e, muito menos, praticado e conversado sobre o assunto. Taís era uma daquelas amigas que vive agarrando suas companheiras. Todo mundo sabia que Taís era lésbica. Todo mundo mesmo. Os colegas, amigos, familiares e até mesmo a própria Larissa. Taís era uma lésbica assumida e ninguém a desrespeitava por isso, o que a deixava bastante feliz e orgulhosa.
Quando a jovem entrou no quarto, a garota continuou deitada, na mesma posição, isto é, de bruços. Larissa não tirava os olhos do traseiro de sua amiga e, pensando um pouco, chegou à conclusão de que, por ser sua melhor amiga, era detentora da liberdade de chegar na Taís e fazer com ela o mesmo que fazia com os rapazes: abraça-la, agarra-la e acaricia-la. Foi o que a jovem fez. Sentando por cima de Taís, A garota agarrou-a e começou a beija-la na nuca. Nesse momento, percebeu que estava gostando de fazer aquilo e se aproveitou ainda mais da posição da jovem. Taís, que sempre teve atração por sua melhor amiga, não fez nada, até que estava gostando daquilo. Às vezes empinava a bunda para ficar mais à vontade.
- Ai gostosa! O que deu em você hoje? Perguntou Taís.
- Nada... Estou apenas bagunçando com minha amiga... Cachorra.
E as duas começaram a se agarrar ali mesmo na cama. Larissa estava louca de desejo, era uma sensação nova na vida dela. Pela primeira vez sentia tesão por uma mulher e estava muito feliz por isso. Por isso perguntou:
- Quer deixar rolar?
- O quê?
- Ora o quê...
- Transa?
- Mais é claro!
- Mas eu pensei...
- Eu também pensava. Agora não penso mais.
- O que deu em você?
- Não sei te explicar. Fui sentir essa vontade assim que entrei no seu quarto e te vi deitada de bunda para cima nesta cama. Fiquei com um tesão enorme... E ainda estou sentindo isso. NOSSA TAÍS COMO TU TEM UM BUNDÃO, CACHORRA!
- UAU!
- Que foi?
- Nada.
- Então?
- Então o quê?
- Você parece meu pai.
- É verdade... Pareço mesmo... temos o mesmo gosto por mulheres.
As duas começaram a rir. Depois se beijaram, trocaram um beijo saliente daqueles que Larissa só dava em homens. O desejo tomou conta dela e percebeu que queria mais do que aquilo. Taís percebeu e, imediatamente, se levantou e foi para a porta do quarto, para tranca-la. "Agora ninguém pode nos incomodar", disse Taís que, subindo na cama, se abraçou à Larissa, sendo instantaneamente correspondida.

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