segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Coisa de adolescente




- ALANA, ACORDA! Disse a mãe.
“Já estava na hora de acordar. Tive que colocar toda a minha força de vontade para sair da cama. Não por que estava doente. Aliás, eu estava doente sim. Doente de amor. Sair da cama com esse gato em cima dela é uma coisa literalmente impossível de acontecer. Pele clara, cabelos pretos, de olhos claros e com um corpo bastante sarado, daqueles bem gostoso, sabe? Pois é, ele é um garoto irresistível mesmo, não há dúvida.”
- ALANA! ALANA! ALAAAAAAANA! SE VOCÊ NÃO SAIR DESSA CAMA E VIR RAPIDAMENTE PARA CÁ, EU SUBO ATÉ AÍ E TE ARRANCO NEM QUE SEJA À FORÇA!
“Ah, meu Deus, vê se não enche o saco, mãe”, pensou Alana que, mesmo com a mãe berrando na cozinha, continuou deitada e admirando seu recém adquirido namorado dos sonhos. “Uns quinze minutinhos a mais não vai fazer mal a ninguém, nem a mim, nem à mamãe e, muito menos, a esse gato que, aliás, dorme demais”.
Durante os quinze minutos seguintes ela aproveitou a presença do loirinho de olhos claros. Deitado de costas sobre a cama, Daniel, o chuchu de Alana, repousa confortavelmente, de cueca, debaixo do lençol. Alana não aguenta mais tanto tempo esperando ele acordar e, instantaneamente, começa a acaricia-lo. Passa a mão pelo rosto do rapaz. Seus dedos percorrem cada espaço disponível naquele rosto de pele clara e sem nenhuma espinha. Depois de um momento ela começa a acaricia-lo. No momento em que acorda, depois dela ter dado uma bela de uma mordida no pescoço do rapaz, este não sabe o que faz. Fica só olhando para aquele rosto moreno de olhos castanhos.
- Bom dia, amor! Disse Alana
- Bom dia... responde Daniel
- Como foi a noite?
- Você está falando da “noite de sono”, da “noite mesmo” ou da foda que teve ontem?
- Bem, queria saber da foda mas, já que você tocou nas “outras noites”, queria que você me dissesse o que achou delas.
- Bem, a “noite de sono” achei um máximo. Não tive nenhum pesadelo...
- Sonhou comigo? Interrompeu Alana.
- É claro que sonhei, mentiu Daniel. Agora, continuando, a “noite de sono” ...
- Foi um máximo, não teve nenhum pesadelo. Alana o interrompeu novamente.
- Vem cá, você quer que eu diga como foram “as noites” ou não?
- Quero sim!
- Então me deixe falar.
- Desculpa.
- Desculpada.
- Lindo.
- Ah, meu Deus!
- Tá, desculpe, pode continuar, que eu não vou mais te interromper.
- Pois bem, continuando, a “noite de sono” foi um máximo. A “noite mesmo” foi muito divertida, contagiante e alegre. Sem nenhum tipo de desconforto, isto é, foi uma noite agradável. Já em relação a foda de ontem, só tenho uma coisa a dizer.
- Qual?
- Foi S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L.
- Foi mesmo?
- Foi.
- Do que você gostou?
- Ah, gostei de, tipo, tudo que rolou.
- Seja mais detalhista, Daniel.
- Ah, meu Deus...
Alana ficava louca quando Daniel virava o rosto contra ela e dizia “ah, meu Deus”.
- Coisa linda!
- Você é que é mais linda, meu anjo.
Os dois se beijaram. Beijaram ardentemente. Ficaram dando aquele tipo de amasso que, caso estivesse em uma rua ou em uma praça, causaria um verdadeiro escândalo. Alana, como sempre, foi quem teve a iniciativa e partiu para cima de Daniel. Passava suas mãos sedosas pelo tórax do rapaz, dando pequenas beliscadas em determinadas partes daquele corpo não muito musculoso, mas bem atraente. Daniel, por sua vez, retribuiu o gesto carinhoso e sensual de sua companheira e, além de acariciar suas pernas, braços e bruços, também dedicou sua saliência em diversas regiões localizadas sob a calcinha, deixando a dona da peça íntima extremamente satisfeita, a ponto de fazer o mesmo com o rapaz.
- Está com vontade, amor? Perguntou Alana que, naquele momento já estava a ponto de se enlouquecer.
- Você quer mesmo que eu responda, Alana? Replicou o rapaz, em tom zombeteiro.
- Tira tudo que está cobrindo esse seu belo corpinho e vem me satisfazer, vem.
Foi o que Daniel fez. Tirou a roupa e, continuando ambos sob o confortável e macio lençol, ficou por cima de Alana. Esta não perdeu tempo e já foi passando a mão pela bunda do rapaz. Era a parte do corpo de Daniel que ela mais gostava. Passou segundos e depois minutos acariciando aqueles glúteos bem “durinhos”, como ela assim os chamava. Daniel se satisfazia apenas com aquela língua quente e macia de sua morena. Não estava nem aí se a garota tinha acabado de acordar, nem ela em relação a ele.
- ALANA! ALANA! ALAAAAAANA! Gritou a mãe novamente lá da cozinha.
“Pelo amor de Deus”, pensou Alana.
- Sua mãe está berrando lá embaixo, disse Daniel.
- É, já percebi. Ela já fez isso, tipo, umas cem vezes desde a hora em que acordei.
- E porque você não responde? Ela deve estar com raiva porque você não responde, talvez.
- É, deve ser isso, mas, eu não “tô” afim de ir assistir aula, nem hoje e nem nunca. Não quando estou com você.
- ALANA! JÁ CHEGA, PERDIR A PACIÊNCIA! VOU SUBIR AÍ E VOU ESPULSAR VOCÊS DOIS AÍ DESSE QUARTO.
- ESTÁ BEM, MÃE. ESTÁ BEM, JÁ ESTAMOS DESCENDO, AFINAL.
- NÃO QUERO SABER DE MAIS NADA! SUA MOLEQUINHA.
- Molequinha? Perguntou Daniel.
- É, ela sempre me chamou assim desde quando eu era pequena.
- É bem fofinho.
- Você acha?
- Mais é claro, você tem mesmo um “jeitinho” de molequinha.
Alana dá uma bofetada carinhosa em seu amor e, em seguida, os dois se levantam da cama e vestem suas roupas.
- Eu queria você como meu café da manhã, afirmou Alana.
- Eu também, meu amor. Eu também. Mas você tem muito tempo e disponibilidade para tomar e aproveitar o seu “café da manhã” todos os dias.
Ao escutarem o som de Dona Fátima, mãe de Alana, batendo na porta, Alana e Daniel finalmente já estavam arrumados. A garota abriu a porta para a mãe que, assim que viram os dois, encarou-os sem manifestar nenhum tipo de ação por cerca de 10 segundos. Quando, por fim, estes acabaram, ela disse:
- Minha santa paciência já está por aqui com vocês dois. Vamos, desçam, vão tomar o café de vocês e se aprontem já para irem a aula.  OS DOIS! Está ouvindo isso senhor Daniel?
- Sim senhora.
- Já escovou os seus dentes?
-  Não senhora.
Daniel saiu apressadamente para o banheiro de Alana. Esta acompanhou-o.
- Você vai para onde? Não consegue desgrudar dele não, é? Disse a mãe.
- Vou escovar meus dentes, também.
- Ah, essa garotada de hoje. Querem ser gente grande, fazer coisas de gente grande e ser tratados com gente grande mas, na hora da responsabilidade, nunca perdem o jeito e pequenas manias da infância. Espero vocês na cozinha. E NÃO DEMOREM MUITO, NÃO!
E Dona Fátima desceu novamente para a cozinha e ficou à espera dos dois garotos.

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